Terça-Feira, 23 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


ANFÍBIOS EM PERIGO

Sapo-cururu, sapo boi, sapo-intanha, rã pipa, rã-pimenta, perereca-verde... O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em espécies de anfíbios: há mais de 700 espécies descritas, das quais 75% só existem aqui. Mas a população de anfíbios está diminuindo: no mundo inteiro há cerca de 6 mil espécies e, aproximadamente, um terço dessas espécies está ameaçado de extinção. Os cientistas vêm realizando pesquisas para descobrir a causa disso. A destruição dos ambientes naturais e a poluição estão entre as possíveis hipóteses: como a pele desses animais é fina e permeável, eles são muito sensíveis à poluição. Há ainda um fungo que vem atacando os anfíbios. No Brasil, muitas espécies de anfíbios encontram-se na Mata Atlântica, ecossistema que vem sofrendo grande desmatamento.

SERPENTES PEÇONHENTAS DO BRASIL
As serpentes peçonhentas possuem um ou mais pares de dentes com canais ou sulcos por onde sai à peçonha. Entre elas encontramos a jararaca, também conhecida como urutu, jararacuçu, caiçaca, cruzeira, jararaca-do-rabo-branco, surucucurana, etc. O nome jararaca engloba várias espécies do gênero Bothrops. Elas formam o grupo mais numeroso no Brasil e são responsáveis por mais de 80% dos ataques a seres humanos. Outras serpentes peçonhentas são as cascavéis (gênero Crotalus), também conhecidas como maracaboias, boiciningas ou comboias, e as surucucus (gênero Lachesis), também conhecidas como pico-de-jaca, surucucu-de-fogo ou surucutinga. As cascavéis têm um guizo ou chocalho na ponta da cauda. As surucucus são as maiores serpentes peçonhentas e podem atingir até 4,5 metros de comprimento. Na coral-verdadeira (gênero Micrurus), também chamada de boicorá ou coral, os dentes inoculadores de peçonha são menores que os das outras serpentes peçonhentas.

Em caso de picada de serpente, deve-se buscar socorro médico. A vítima deve ser imediatamente levada a um posto de saúde ou hospital para ser tratada com soro antiofídico, entre outros procedimentos médicos. Caso se conheça a espécie de serpente que picou a pessoa, é importante comunicar ao médico. Não se deve amarrar a região da picada para isolar a peçonha: isso pode impedir a circulação normal do sangue, trazendo riscos para a parte do corpo afetada, ou concentrar a peçonha, aumentando a destruição do tecido da região. Também não se deve sugar o local da picada, nem fazer cortes ou ter contato direto com o sangue do acidentado. Pessoas que trabalham em locais onde há animais peçonhentos, por lei, devem usar botas de cano alto, perneiras e luvas apropriadas.

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