Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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IBAMA EMBARGA USINA A CARVÃO NO RIO GRANDE DO SUL POR IRREGULARIDADES AMBIENTAIS

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou a paralisação das atividades do Complexo Termelétrico Presidente Médici, em Candiota, no Rio Grande do Sul, e aplicou quatro multas que totalizam R$ 75,1 milhões. O órgão diz que identificou violações dos limites máximos de vazão de efluentes e das taxas de óleos e graxas, entre outras irregularidades na termelétrica, que é a mais antiga usina a carvão do país. Segundo o Ibama, o empreendimento, que é operado pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), subsidiária da Eletrobras, também produziu emissões atmosféricas em desacordo com os padrões estabelecidos, deixou de entregar relatórios de monitoramento e descumpriu obrigações do Termo de Ajustamento de Conduta que rege a operação da usina. Em nota, a Eletrobras CGTEE disse que foi surpreendida pelo embargo aplicado pelo Ibama e garantiu que todas as determinações dos órgãos ambientais vêm sendo rigorosamente atendidas nos prazos negociados com o Ibama. “Os motivos apresentados pelo Ibama para determinar o embargo já vêm sendo atendidos pela Eletrobras CGTEE desde janeiro, com conhecimento e acompanhamento do Ibama, o que justifica nossa surpresa, especialmente com a extrema penalidade aplicada”, diz a empresa. A CGTEE informou também que está adotando todas as providencias necessárias para a suspensão do embargo e o retorno imediato da operação normal do Complexo Termelétrico de Candiota, que tem capacidade instalada de 796 megawatts. O embargo às atividades do complexo de Candiota será mantido até que seja comprovada a regularização dos sistemas de armazenamento e distribuição de óleo combustível pesado e dos dispositivos de controle ambiental associados. (Fonte: Agência Brasil)


CIENTISTAS ANUNCIAM REPRODUÇÃO DE CAMUNDONGO SEM ÓVULO

Cientistas conseguiram, pela primeira vez, fazer nascer um camundongo através de uma célula que não era um óvulo injetada com esperma, um método que abre novas perspectivas para a reprodução assistida em humanos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (13) na revista científica “Nature Communications”. “Pensava-se que só um óvulo era capaz de reprogramar o esperma para permitir que o desenvolvimento embrionário acontecesse. Nosso trabalho desafia esse dogma”, disse o autor principal do artigo, Tony Perry, da Universidade de Bath. Existem dois tipos de células: as células reprodutivas meióticas (óvulos e espermatozoides) e as células mitóticas, que incluem a maioria dos tecidos e órgãos dos nossos corpos. A reprodução de um mamífero requer a fusão de um espermatozoide e um óvulo, criando um embrião. Mas, em vez de usar um óvulo meiótico para produzir os filhotes de rato, os pesquisadores usaram um tipo de célula mitótica chamada de parthenogenote. O “embrião” foi formado sem fertilização, ao estimular quimicamente um óvulo para que este inicie o processo de divisão celular. Pouco antes de se dividirem em duas células, as parthenogenotes foram injetadas com núcleos de esperma para fertilizá-las. Os pesquisadores conseguiram fazer nascer camundongos em 24% dos casos. Esses pequenos roedores se tornaram adultos férteis, saudáveis e com uma expectativa de vida normal, destacou Perry em uma coletiva de imprensa em Londres. Segundo vários especialistas entrevistados, essa pesquisa, que ajuda a compreender melhor os mecanismos de reprodução dos mamíferos, abre novas perspectivas em matéria de reprodução assistida. (Fonte: G1)

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