Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Conferência da ONU sobre o clima

Durante essa semana aconteceu em Marrakech no Marrocos um importante evento para o meio ambiente, mas também para nós humanos, que tratou sobre o clima no mundo. Mesmo que estejamos a muitos quilômetros de distancia do que foi debatido e apresentado na ocasião é necessário sabermos alguns tópicos do que aconteceu lá. Vejamos.

Ficamos sabendo por sites de notícias que um dos temas foi abordado num comunicado divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). Ela informou que o mundo deverá voltar a bater o recorde de temperatura em 2016, com uma média de 1,2ºC a mais em relação ao nível da era pré-industrial.

Se isso for confirmado, o século 21 terá registrado 16 dos 17 anos mais quentes desde que tiveram início os registros de temperatura no mundo, no final do século 19, informou a OMM, que é subordinada às Nações Unidas.

Tudo parece indicar que 2016 será o ano mais quente registrado até agora, superando os dados de 2015.

A tendência de aquecimento aumentou entre 2015 e 2016 por causa do El Niño, que afeta o Pacífico, segundo a WMO. O fenômeno climático envolve o aquecimento incomum das águas superficiais e sub-superficiais do oceano e provoca aumento de temperatura a cada cinco anos, aproximadamente.

Também temos que salientar que o mundo conseguiu, pelo terceiro ano consecutivo, manter estáveis suas emissões de gases CO2 em 2015, mas esse avanço ainda é insuficiente, de acordo com um informe divulgado lá em Marrakech.

Esse resultado supõe "uma clara e inesperada mudança em relação ao rápido crescimento das emissões de 2,3% ao ano na década precedente (2004-2013)", relata o informe do chamado Global Carbon Projet, que reúne cientistas do mundo inteiro.

O mundo emitiu 36,3 gigatoneladas de CO2 (GtCO2) no ano passado, apenas 0,2% de aumento em relação a 2014, o que significa 4,8 toneladas de CO2 em média por cada habitante do planeta.
Esses resultados cautelosamente otimistas não correspondem de modo algum, porém, "às metas dos Acordo de Paris" do ano passado, advertem os autores do documento.

Firmado por 196 signatários, o acordo de Paris estabeleceu como objetivo manter o aumento da temperatura do planeta em, no máximo, 2ºC em relação à era pré-industrial.

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