Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA CRESCE 29%
O final de ano se aproxima e com ele surgem as estimativas ambientais de sempre, com resultados nada animadores. Em um ano, por exemplo, o desmatamento da Amazônia aumentou 29%, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgada nesta quarta-feira (30). No período de agosto de 2015 a julho deste ano, uma área de 7.989 km² foi removida da cobertura da floresta por corte raso - tamanho cinco vezes maior que o município de São Paulo. A marca de 7.000 km² devastados não era atingida desde 2010. No levantamento anterior, de 2014/2015, tinham sido desmatados 6.207 km². As informações são do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal) e representam o índice oficial de desmatamento do governo federal desde 1988. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas. O estado do Pará teve 3.025 km² desmatados, o que representa a maior taxa na Amazônia Legal e 41% a mais do que no último ano. O Amazonas é o estado que teve o maior aumento, com uma devastação 54% superior à registrada em 2014 e 2015, seguido pelo Acre, com 57%. Os únicos estados do Brasil que apresentaram uma queda no desmatamento foram o Amapá, com menos 4%, e o Mato Grasso, com menos 6%. Para gerar esta estimativa, o Inpe analisou 89 imagens de satélite para tentar cobrir as regiões que tiveram perto de 90% de desmatamento no período anterior, entre agosto de 2014 e julho de 2015, e para cobrir os 50 municípios prioritários para fiscalização federal. (Fonte: G1)

A INSUSTENTÁVEL SITUAÇÃO DA ÁGUA POTÁVEL NO MUNDO
Outra situação muito grave e que atinge índices alarmantes em 2016 está relacionada com a água potável em nosso planeta. Líderes da ONU e de vários países insistiram nesta segunda-feira (28) que o mundo se encaminha para uma crise insustentável de desabastecimento de água potável devido a fatores como a mudança climática e o crescimento da população. “O mundo avança por um caminho que segue em direção ao insustentável”, afirmou o presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, um dos participantes da Cúpula da Água, que acontece entre hoje e quarta-feira em Budapeste, a capital da Hungria. Thomson se referiu ao sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, aprovado pela ONU em 2015, que adverte que a escassez de água, que já afeta mais de 40% da população mundial, crescerá com o aumento das temperaturas devido à mudança climática. “A humanidade não entende, por enquanto, a importância disto”, acrescentou Thomson, que afirmou que ainda há esperanças se a meta do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura média abaixo de dois graus centígrados for cumprida. O presidente húngaro, János Áder, acrescentou por sua vez que “é preciso repensar as estratégias relacionadas com a água” e encontrar uma solução para assegurar os recursos financeiros para que este bem esteja disponível para todos. Na abertura da conferência, na qual participam representantes de 117 países, foi lida uma mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual o diplomata sul-coreano reivindicou mudanças para assegurar o acesso universal à água potável e limpa. Os participantes da Cúpula de Água de Budapeste tratarão nos próximos dois dias de assuntos relacionados com esse recurso, como o fornecimento, os impactos da mudança climática e o financiamento das políticas relacionadas com o tema. Espera-se a aprovação de uma declaração final sobre políticas relacionadas com a água, que será depois debatida na cúpula sobre os oceanos que será realizada em 2017 em Nova York. (Fonte: G1)

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