Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


NO ANO PASSADO... POR MÁRIO QUINTANA
Já repararam como é bom dizer o “ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem... Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte: “Na Itália, quando soarem os sinos à meia noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”. Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado. Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

EXTINÇÃO DO GUEPARDO
Um novo estudo sobre o declínio da população de guepardos afirma que a espécie caminha para a extinção. Cientistas estimam que apenas 7,1 mil desses animais vivam soltos na natureza. O guepardo é o mamífero mais rápido do mundo e pode alcançar 112 km/h, mais do que o dobro do velocista jamaicano Usain Bolt, por exemplo. Os animais se alimentam de espécies como gazelas e javalis. São também um dos carnívoros de maior alcance territorial no mundo, ou seja, percorrem enormes áreas. Como se deslocam por grandes distâncias, costumam ultrapassar os limites de áreas protegidas, como parques e reservas, e estão cada vez mais sob risco da ação de fazendeiros que atuam em regiões em que o guepardo caça. Outro grande problema é que filhotes estão sendo retirados da natureza para serem vendidos ilegalmente como animais de estimação. Segundo o Fundo para Conservação do Guepardo (Cheetah Conservation Fund), cerca de 1,2 mil filhotes foram retirados da África nos últimos dez anos. No passado, guepardos eram encontrados ao longo da África e da Ásia, numa faixa que se estendia do sul da África à Índia. Estima-se agora, contudo, que existam apenas 50 deles na Ásia, segundo uma investigação da Sociedade Zoológica de Londres e do Fundo para Conservação da Vida Selvagem. Os autores da pesquisa defendem que o guepardo seja reclassificado como espécie ameaçada e reivindicam ações urgentes para a conservação do animal. (Fonte: G1)

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