Terça-Feira, 23 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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URINÓLITO
Quando se pensa nas marcas deixadas por dinossauros vêm à mente ossos e pegadas, mas a ciência trabalha também com outros vestígios. É o caso dos urólitos, rastros deixados no solo pela urina dos bichos e apontados de forma pioneira por Marcelo Adorna Fernandes, pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O primeiro exemplar descrito em uma publicação científica foi encontrado em uma pedreira de Araraquara (SP) pelo próprio professor. O vestígio tem mais de 130 milhões de anos, quando a América do Sul e a África formavam um único continente, e está exposto no Museu da Ciência de São Carlos. “Por se tratar da primeira descrição de urina relativa a dinossauros, isso coloca o Brasil no cenário mundial da paleontologia como sendo ímpar no quesito urólitos”, explicou Fernandes, docente do Departamento de Biologia Evolutiva. “O bicho mais próximo que a gente tem hoje dos dinossauros seriam as aves e algumas delas urinam, como as aves que não voam, os avestruzes, as emas, e provavelmente, então, os dinossauros da época também pudessem urinar”. (Fonte: G1)

AMAZÔNIA - MAIOR DESMATAMENTO DESDE 2008
Entre agosto de 2015 e julho de 2016 (calendário oficial para medir o desmatamento), a Amazônia perdeu 7.989 quilômetros quadrados (km²) de floresta, a maior taxa desde 2008, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) a partir de dados oficiais divulgados pelo governo federal no fim do ano passado. O desmatamento no período equivale à derrubada de 128 campos de futebol por hora de floresta, segundo a entidade. O perfil fundiário dos responsáveis pela devastação teve pouca variação em relação aos últimos anos: a maior derrubada ocorreu nas propriedades privadas (35,4%), seguida de assentamentos (28,6%), terras públicas não destinadas e áreas sem informação cadastral (24%), e pelas unidades de conservação, que registraram 12% de todo o desmatamento verificado nos 12 meses analisados. De acordo com o Panorama do desmatamento da Amazônia 2016, os estados que registraram maior aumento da taxa de desmatamento foram Amazonas, Acre e Pará, com incremento de 54%, 47% e 41%, respectivamente. Em números absolutos, o estado que mais desmatou foi o Pará, 3.025 km² de floresta a menos; seguido de Mato Grosso, que perdeu de 1.508 km² de vegetação nativa; e Rondônia, com 1.394 km² de derrubadas. Os três estados respondem por 75% do total desmatado em 2016. (Fonte: Agência Brasil)

BRASIL - O PAÍS QUE MAIS CONSOME AGROTÓXICO DO MUNDO
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda. E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? Em geral, os agrotóxicos são utilizados de maneira errada, o agricultor não segue a recomendação de quantidades, modo de aplicar, tempo para colheita, tipo de cultura que pode receber aquele produto, etc, e isso resulta em resíduos no alimento acima do permitido. Preferir alimentos orgânicos certificados é sempre melhor, verifique se o produtor possui o selo de certificação ou a embalagem. Os alimentos orgânicos precisam ser lavados antes do consumo com hipoclorito de sódio, como todo alimento in natura. Os procedimentos de lavagem e a retirada de cascas e folhas externas contribuem para a redução dos resíduos de agrotóxicos presentes no exterior do alimento, mas são incapazes de eliminar os contidos no interior. (Fonte: G1)

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