Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


Carnaval o ano todo
Comuns no litoral norte paulista, os camarões Hippolyte obliquimanus têm uma propriedade curiosa: se disfarçam. O biólogo Rafael Duarte documentou e quantificou a cor dominante do hábitat e dos animais por meio de fotografia digital e verificou que em poucos dias os camarões-vermelhos (à esq. na foto do alto) e castanhos (embaixo, à esq.) mudam sua cor de acordo com a coloração do banco de algas no qual estão (BMC Evolutionary Biology, 18 de outubro), uma estratégia de camuflagem. Os espécimes transparentes rajados (à dir. no alto e embaixo) do camarão-carnavalesco, como ficou apelidado, não parecem ser tão afeitos a fantasias: não mudaram de cor nos cinco dias de duração dos experimentos feitos no Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar-USP).Fonte? Revista Pesquisa Fapesp, ed.251, jan.2017

Presente – Aedes aegypti
O Zika vírus é um tipo de arbovírus, transmitida pelo mesmo mosquito vetor da Dengue e da Chikungunya, o Aedes aegypti. O nome desse vírus se tornou mais comum quando foi apontado pelo Ministério da Saúde a relação do Zika vírus com a microcefalia, o que desencadeou em um surto desse problema na região nordeste brasileira.

Os sintomas do zika vírus
Os sintomas do Zika vírus podem ser confundidos com uma gripe, pois provoca febre (em torno de 38,5°C), dores musculares, dor de cabeça e cansaço físico e mental. Mas a doença pode se agravar e causar dores nas articulações, inflamação dos olhos, hipersensibilidade nos olhos e manchas vermelhas. Em alguns casos, também foram relatados: náuseas, diarréia/prisão de ventre, dores no abdômen, vômitos, aftas e coceira pelo corpo.

Como combater o zika vírus?
A melhor forma de combater essa doença é acabando com a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Não deixar garrafas, latas, pneus e qualquer objeto que possa acumular água, pois são nesses locais que o mosquito põem seus ovos. Além disso, a conscientização de família, amigos e conhecidos para que façam o mesmo é de extrema importância para evitar que o mosquito se reproduza.

Febre Amarela – evolu;’ao
Os vírus da febre amarela continuam a se diversificar. Pesquisadores de São Paulo e de Londres compararam trechos do genoma de 11 amostras de vírus da febre amarela isolados de macacos e seres humanos que apresentaram sintomas da doença em 2000, 2004 e 2008 e viram que as sequências genéticas das variedades de 2004 e 2008 formaram um novo subgrupo, o 1E. As variedades desse subgrupo começaram provavelmente a se diversificar em 1975. Conduzido por Renato Souza, do Instituto Adolfo Lutz, e publicado na Journal of Medical Virology, esse estudo sugere que as linhagens mais antigas tendem a desaparecer e ser substituídas pelas mais recentes, eventualmente causando outras manifestações clínicas da doença. Outra conclusão: casos amenos ou assintomáticos de febre amarela, somados ao desmatamento e à expansão das áreas urbanas, podem facilitar a dispersão, a transmissão e a evolução dos vírus.

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