Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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MAIAS GERENCIAVAM ÁGUA COM SUSTENTABILIDADE

Os antigos maias construíram um sistema hidráulico sofisticado e sustentável que foi sendo aperfeiçoado por mais de mil anos para servir a uma população crescente. O colapso posterior dessa civilização da América Central tende a ofuscar sucessos anteriores como esses. Os detalhes desse sistema de coleta e armazenamento de água foram revelados por uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala, por uma equipe internacional de pesquisadores coordenados por Vernon Scarborough, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, e descritos em artigo recente na revista científica “PNAS”. As descobertas incluem a maior represa antiga da área maia; a construção de uma barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a água dos reservatórios. O sistema também tinha uma estação que desviava a água para os diferentes reservatórios de acordo com a estação e incluía um segmento de canal cortado na pedra. Também há evidências de reparos e ampliação do sistema, assim como plantio de vegetação para impedir a erosão do solo em torno dos reservatórios. Com isso os maias, em torno do ano 700, podiam prover de água uma população estimada em 80.000 em Tikal. Há estimativas de que haveria 5 milhões de pessoas na região das planícies maias ao sul, uma população “uma ordem de grandeza da que é suportada na região hoje”, escreveram Scarborough e colegas. Durante uma sessão de escavação, mesmo na estação seca, a água ainda percolava em um dos locais de teste, e os trabalhadores locais preferiam tomar essa água em vez daquela disponível em sua vila. A área foi abandonada no final do século 9. Os motivos do colapso maia ainda são debatidos entre os pesquisadores. (Fonte: Folha.com)

ATIVISTAS PREOCUPADOS COM PLÁSTICO NO OCEANO ANTÁRTICO

Uma expedição ao Oceano Antártico detectou um nível preocupante de acúmulo de plástico que polui o ambiente da região. Ativistas encontraram mais de 40 mil fragmentos de plástico por quilômetro quadrado de mar. Segundo os ambientalistas, o resíduo não é biodegradável e deve permanecer no mar por anos. De acordo com os estudos dos ambientalistas, o plástico vai entrar na cadeia de comida da fauna marinha. Os cientistas também identificaram 1,5 milhão de espécies de micro-organismos – número muito superior ao que se conhecia anteriormente. A expedição foi realizada pelo navio Tara, que é financiado pela estilista francesa Agnes Trouble. (Fonte: Agência Brasil)

CEM MILHÕES PODEM MORRER POR MUDANÇA CLIMÁTICA

Mais de 100 milhões de pessoas podem morrer e o crescimento econômico global será reduzido em 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030 se o mundo fracassar no combate às mudanças climáticas, alertou um relatório encomendado por 20 governos divulgado nesta quarta-feira (26). À medida que as temperaturas médias globais sobem devido às emissões de gases de efeito estufa, as consequências sobre o planeta, tais como derretimento de calotas de gelo, condições meteorológicas extremas, secas e elevação dos mares, vão ameaçar populações e meios de subsistência, disse o relatório conduzido pela organização humanitária Dara. O órgão calculou que 5 milhões de mortes ocorrem a cada ano devido à poluição do ar, fome e doenças como resultado das mudanças climáticas e das economias com uso intenso de carbono, e esse número provavelmente vai subir para 6 milhões por ano até 2030 se os atuais padrões de uso de combustíveis fósseis continuar. Mais de 90% dessas mortes ocorrerão nos países em desenvolvimento, apontou o relatório, que calculou o impacto humano e econômico da mudança climática em 184 países em 2010 e 2030.

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