Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


Cientistas dizem ter achado evidência mais antiga de vida na Terra

Pesquisadores anunciaram a descoberta de microorganismos fósseis que teriam entre 3,77 e 4,29 bilhões de anos, o que seria a mais antiga evidência de vida na Terra, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira. Eles descobriram microfósseis em camadas de quartzo no sítio geológico de Nuvvuagittuq, nordeste de Quebec, no Canadá. A região possui algumas das mais antigas rochas sedimentares conhecidas da Terra. "Graças a imagens a laser das amostras coletadas, nós identificamos microorganismos fósseis, que são os mais antigos conhecidos no mundo", declarou Matthew Dodd, da UCL (University College London), em um vídeo postado no site da revista "Nature". Antes da descoberta desta quarta, os microfósseis mais antigos relatados haviam sido encontrados na Austrália, com cerca de 3,4 bilhões de anos. Neste caso, no entanto, os cientistas acreditam que o material pode ter sido afetado por questões não-biológicas nas rochas - temperatura e pressão, por exemplo. Em entrevista à BBC, a pesquisadora Nicola McLoughlin, da Universidade de Rhodes, na África do Sul, disse que o estudo foi minucioso, mas não o suficiente para provar que as estruturas eram de origem biológica. "A morfologia destes filamentos oxidentes de ferro do nordeste do Canadá não é convincente", disse. Tanja Bosak, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, disse que está faltando uma evidência chave para a descoberta, em entrevista ao "The Washington Post". Segundo ela, os autores não incluem uma imagem ampla do local onde os fósseis foram encontrados, ou uma explicação do cenário geológico. "Esta é a primeira coisa que dizemos aos nossos alunos: olhar, relatar e interpretar o contexto detalhadamente", disse.

Perdoe-nos Gustavito

Um dos animais mais famosos e queridos de El Salvador foi brutalmente assassinado dentro do zoológico nacional na semana passada. O hipopótamo Gustavito, de 15 anos, foi espancado e atingido com armas pontiagudas dentro de sua jaula, em um ataque descrito por autoridades locais como "covarde e desumano". A polícia ainda tenta identificar os autores e qual teria sido a motivação do ataque ao único hipopótamo de El Salvador, que não resistiu aos ferimentos e morreu no último domingo. Segundo o repórter da BBC na América Central Will Grant, apesar de o país que não se chocar mais com assassinatos há muito tempo, a crueldade extrema que atingiu Gustavito despertou uma onda de ira e tristeza entre os salvadorenhos. El Salvador tem uma das taxas de homicídios mais altas do planeta, segundo dados divulgados pela ONU no mês passado. Em média, 10 pessoas morreram por dia no país desde o início do ano. Na noite seguinte ao ataque, que aconteceu na madrugada de terça para quarta-feira, funcionários do zoológico perceberam que o animal se recusava a se alimentar e a sair da piscina de sua jaula. O comportamento estranho foi o ponto de partida para que se identificassem cortes e hematomas no rosto e no pescoço de Gustavito, que também apresentava sinais claros de estresse e agonia. De acordo com equipe de veterinários, o hipopótamo apresentava "cólica e dor abdominal". A quantidade de ferimentos na cabeça do animal sugere que ele estivesse tentando se defender das facadas. A secretaria anunciou uma investigação para identificar os assassinos. O zoológico nacional de El Salvador está fechado desde sexta-feira como medida de segurança. "Fui testemunha do duro trabalho dos veterinários, biólogos e cuidadores para salvar a vida de Gustavito. Agradeço a demonstração incondicional de profissionalismo, já que passaram dia e noite fazendo os procedimentos necessários para reestabelecer sua saúde, dada a brutalidade com que foi agredido", disse Silvia Elena Regalado, secretária de Cultura da Presidência do país. 'Perdoe-nos, Gustavito'

COMENTÁRIOS ()