Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Rio Amazonas tem mais de 9 milhões de anos

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília, em parceria com cientistas europeus, descobriu que o rio Amazonas é oito milhões de anos mais velho do que se pensava. A constatação se deu com base na análise dos sedimentos encontrados no rio. A maioria, segundo os pesquisadores, deriva da formação dos Andes no Mioceno tardio, período que vai de 10 a 5 milhões de anos atrás.

As pesquisas anteriores informavam que o Amazonas tinha entre 1 e 1,5 milhão de anos. De acordo com o professor e geólogo da UnB Roberto Ventura, o Amazonas já existia, mas era pequeno e não chegava a se encontrar com o oceano. A idade de 9 a 9,4 milhões é contada a partir da expansão do rio para o Atlântico, formando o Amazonas que conhecemos hoje.

Para o professor, a descoberta é importante para entender o processo de evolução do rio nesses últimos nove milhões de anos e projetar uma tendência para o futuro. “Estão ocorrendo várias secas no Amazonas, seguidas de períodos de cheias em tempos não previstos. E nós não vamos conseguir entender esses fenômenos olhando apenas para o tempo presente”.

Um ponto que segundo o pesquisador é relevante especificamente para Brasília é que, o Amazonas determina também o regime de chuvas no Distrito Federal. Ventura explicou que essa barreira criada é fundamental para a frequência de chuvas no centro-oeste do país e por isso entender os fenômenos naquela região, pode contribuir para determinar também as condições climáticas no Distrito Federal.

“A partir do momento que os Andes já estão formados e o rio Amazonas também, foi criada uma grande barreira. Os Andes impedem que a massa de ar úmida vá para o Pacífico, então ela volta e se distribui para o Brasil central. Entender os fenômenos de lá, significa também projetar o que pode acontecer aqui”.

Ventura explicou que, para a geologia o rio ainda é “jovem”. As mudanças são “recentes’, mas transformaram totalmente a paisagem na região. De acordo com o resultado da pesquisa, a floresta de planície que atualmente é vista na Amazônia, começou a se formar há nove milhões de anos com a expansão do rio e com as mudanças tectônicas dos Andes.

“Os Andes começaram a se levantar e empurraram o Amazonas pelo continente fazendo com que ele carregasse sedimentos da cordilheira por toda a região, mudando a vegetação e a biodiversidade local.”

Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito. Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of Sustainable Forestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

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