Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Fenômeno meteorológico que ajuda a derreter a Antártida

O vento não traz boas notícias para as plataformas de gelo do leste da península Antártica: segundo um novo estudo, um fenômeno atmosférico que provoca o derretimento da região é mais frequente do que se pensava. Trata-se dos chamados ventos foehn, que percorrem as grandes montanhas da península, aumentando a temperatura do ar no lado oposto de onde ele sopra e provocando o descongelamento dessa área. “A melhor maneira de entender estes ventos é vê-los como um secador de cabelo”, explica Jenny Turton, da Pesquisa Britânica Antártica. Eles são quentes e secos e sopram ladeira abaixo. Na primavera, o ar sobre a plataforma de gelo é geralmente de -14°C, mas com os ventos foehn a temperatura fica acima do ponto de congelamento (de 0°C). Com isso, criam-se grandes lagos de água de um azul brilhante sobre a superfície da estrutura de gelo. Esses ventos quentes que sopram ladeira abaixo são muito comuns em outras regiões do planeta, e em cada lugar são chamados de um nome diferente. (Fonte: G1)

Brasil perdeu 20% dos manguezais em 17 anos

O Brasil perdeu 20% de sua área de manguezais em 17 anos, em parte destruídos pela expansão urbana. O dado faz parte da segunda coleção de mapas do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas), feito pelo Observatório do Clima em colaboração com 18 instituições. Universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia contribuíram para o trabalho, considerado o maior levantamento sobre a cobertura vegetal do Brasil. A mais recente radiografia dos biomas brasileiros comparou imagens de satélite nos últimos 17 anos. A pesquisa mostra que, no Paraná, os manguezais diminuíram 23%. Na Bahia, a redução foi de 21%, enquanto em Alagoas foi de 14%. A redução da área de mangue é ligada a uma série de fatores, mas a expansão urbana se destaca. Principalmente a ocupação imobiliária, tanto causada pelo crescimento do turismo, a instalação de novos resorts, hotéis e pousadas como também pela ocupação também das comunidades. Algumas comunidades vulneráveis acabam sendo pressionadas e ocupando as margens dos manguezais, construindo suas casas com a madeira do mangue, inclusive, explica José Ulisses Santos, analista ambiental e chefe substituto da área de Proteção Ambiental Costa dos Corais AL/PE.

O mangue é o berçário de inúmeras espécies marinhas: 70 a 80% dos peixes, crustáceos e moluscos que a população consome precisam do bioma em alguma fase da vida. “Tem diversos peixes que utilizam a área de reprodução e depois voltam pro mar, espécies economicamente importantes. Então você acaba afetando não só a biodiversidade como a própria economia”, explica Fernanda Niemeyer, veterinária do Centro de Pesquisas do Nordeste (Cepene). Sem o mangue, várias espécies correm o risco de desaparecer do planeta. Entre elas está o peixe-boi, que frequenta o mangue pra procriar, se alimentar e beber água doce. O peixe-boi é o mamífero marinho mais ameaçado de extinção do país e o manguezal é o seu principal refúgio. As fazendas de produção de camarão, a construção de estradas e o assoreamento dos estuários – braços de mar que encontram os rios – também estão devastando os manguezais. A regeneração do mangue pode demorar décadas, segundo alerta dos especialistas.

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