Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Crânio de baleia encontrado em São Paulo tem quase 2.000 anos

* A Universidade Estadual Paulista (Unesp) confirmou nesta quarta-feira (13) que o crânio de uma baleia azul encontrado na praia do Leste, no município de Iguape, no litoral de São Paulo, possui entre 1800 e 1900 anos. A descoberta do crânio foi feita em agosto do ano passado e amostras foram encaminhadas ao Beta Analytic, nos Estados Unidos, considerado o maior laboratório do mundo em datação por meio do carbono 14. Segundo Francisco Buchmann, professor da Unesp e coordenador do laboratório, a universidade tomou conhecimento de grandes ossos enterrados e do afloramento do crânio graças à identificação feita por Ewerton Miranda de Souza. A equipe do laboratório foi até o local e constatou que eram partes de uma baleia, em processo de fossilização. O professor disse que provavelmente a baleia encalhou numa antiga praia, foi soterrada e iniciou o processo de fossilização em ambiente saturado de água doce embaixo das ruas e casas de Iguape. Muito tempo depois, a variação da linha de costa devido à erosão costeira expôs o crânio e ossos ao ambiente de água salgada na praia do Leste. (Fonte: Terra)

Nasa observa aumento de vegetação no ártico

* Um novo estudo comandado pela NASA observou um aumento de vegetação no Ártico. Segundo os pesquisadores, essa é uma consequência do aumento das temperaturas globais. O trabalho foi realizado por 21 pesquisadores de sete países. Os cientistas analisaram dados dos últimos 30 anos, como imagens de satélites. O resultado foi publicado no domingo (10) no periódico Nature Climate Change. Além de confirmar o avanço da vegetação, o estudo registrou um aumento de 10% no crescimento das plantas no Ártico nas últimas três décadas. A elevação das temperaturas faz com que a vegetação possa ser vista 700 quilômetros mais ao norte. Antes, ela era encontrada apenas no extremo sul do Ártico nos anos 1980. Os pesquisadores também descobriram que a diferença entre as temperaturas do verão para o inverno tem diminuído. Isso faz com o que os invernos fiquem cada vez mais amenos. Essas transformações prejudicam o equilíbrio do Ártico, considerado um dos ecossistemas terrestres mais vulneráveis. Temperaturas mais quentes e mais vegetação ameaçam espécies animais, como o urso polar. Isso porque há uma diminuição da quantidade de gelo marinho e da distribuição de alimentos. O aumento das temperaturas não afeta apenas o Ártico. Reduzir o gelo marinho, a cobertura de neve e aumentar a absorção de calor do Ártico dá início a um ciclo de aumento de temperaturas. Isso amplifica o aquecimento em todo o planeta. (Fonte: Info Online)

Menor primata das Américas é encontrado em Rondônia

* Conhecido como mico-leãozinho, o Cebuella pygmaea é uma espécie rara e atinge 15 centímetros quando adulto. O menor macaco existente no continente americano, segundo a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, alimenta-se basicamente de goma de árvores e ingá. Em 2010, um exemplar da espécie foi encontrado em Porto Velho, no interflúvio dos rios Madeira e Purus e sua população ainda está sendo estimada em Rondônia. De acordo com o Centro de Coleções Zoológicas, localizado no prédio da Universidade Federal de Rondônia (Unir), há registros do primata nos estados do Acre e Amazonas. O mico-leãozinho foi encontrado durante o resgate de animais na área de interferência de uma usina em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, e a descoberta da espécie na região - antes registrada apenas por ribeirinhos – aumentou a curiosidade de pesquisadores que começaram a monitorar os hábitos do primata. (Fonte: G1)

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