Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Fogo no Taim é extinto: estimativa é de 5 mil hectares
O incêndio que atingia a Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul, desde o dia 26 de março, foi extinto nesta quarta-feira após devastar uma área de quase 5 mil hectares de terra. Segundo o coordenador da reserva, Henrique Ilha, a forte chuva que atingiu a região colaborou para controlar as chamas. Dentro dos próximos dias, o Instituto Chico Mendes, responsável pela estação, deve divulgar um balanço dos prejuízos para a fauna e a flora em decorrência do incêndio. Ele acredita que não será verificado um prejuízo significativo para a vegetação, já que o fogo atingiu a palha seca que cobre os banhados. “Percebemos várias faixas verdes em meio a áreas queimadas e também percebemos, nas partes atingidas pelo fogo, que as raízes das plantas continuam verdes”. Ele estima que dentro de um mês a vegetação possa se recuperar. Para os animais, no entanto, os prejuízos são maiores. “Os répteis são mais prejudicados por causa da dificuldade de locomoção. Animais de grande porte não vimos nenhum atingido pelo incêndio. Eles conseguiram fugir”, explicou Ilha. A suspeita é que um raio tenha provocado o fogo na terça-feira, já que atingiu uma região de difícil acesso. Abrangendo uma área de 11 mil hectares, o Taim é um grande viveiro natural de animais, como capivaras, ratões, jacarés, tartarugas, tachã e garça-vaqueira, entre outras, e vegetais, distribuídos em banhados, campos, lagoas, praias arenosas e dunas litorâneas. A região abriga diversos ecossistemas e possui alto valor ecológico para pesquisas e experimentos. (Fonte: Terra)
Passeio em Maria Fumaça movida a óleo de fritura
Um trem movido por uma maria-fumaça cujo combustível é óleo alimentício usado vai percorrer um trajeto de cerca de 100 km entre Williams, no Arizona, e a borda sul do Grand Canyon, informou a empresa que opera a ferrovia local. De acordo com a companhia Grand Canyon Railway, a locomotiva 4960, uma máquina a vapor construída em 1923, parou de circular em 2008 para evitar a emissão de poluentes. Então veio a ideia de usar um combustível renovável, e eis que se chegou à solução de aproveitar óleo alimentício já usado em frituras de alimentos como batatas fritas e frango. A água da caldeira da velha 4960 também tem origem “ecológica”: é recolhida da chuva ou da neve que cobre a região no inverno. Os passeios com a maria fumaça não poluente vão acontecer no primeiro sábado de cada mês, a partir de maio. A temporada vai até setembro. (Fonte: G1)
Roupa do futuro com substância viscosa de peixe
Uma espécie de peixe sem mandíbula e sem espinha dorsal que vive no fundo do mar há mais de 500 milhões de anos secreta uma membrana viscosa que poderá ser utilizada como o tecido da roupa do futuro. O myxini (do grego myxa, muco), também conhecido como peixe-bruxa, é uma criatura sem nenhum glamour. Ele nada em águas muito profundas, com baixa visibilidade, sempre procurando por comida. Seu prato predileto são restos de baleias mortas. Mas ele tem uma interessante “carta na manga”. O truque está na sua estrutura corporal, que se parece com a de uma cobra. Nas laterais, glândulas soltam uma substância viscosa abundante e altamente concentrada que, na ausência de mandíbula, serve de autodefesa. Esses peixes são campeões por terem sobrevivido após os dinossauros e a diversos outros processos de extinção em massa. Dinossauros foram extintos por volta de 60 milhões de anos atrás, mas um fóssil do peixe-bruxa que foi encontrado pelos cientistas – completo e com evidências de glândulas produtoras de muco – foi datado com mais de 300 milhões de anos. Um myxini possui cerca de 100 dessas glândulas de produção de muco que estão localizadas ao longo do seu corpo. Elas dispersam uma substância leitosa, composta de substância viscosa e fibras. Quando a substância leitosa se mistura com a água do mar, ela se expande, criando grandes quantidades de um muco translúcido, composto por fibras extremamente fortes e elásticas. Essas fibras, quando esticadas na água e, logo em seguida, secadas, se tornam sedosas.

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