Sexta-Feira, 24 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Estudo revela que 24 milhões de toneladas de lixo tiveram destino inadequado em 2012

Em 2012, foram enviados para destinos inadequados 24 milhões de toneladas de lixo (37,5%), segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado na terça-feira (28). A pesquisa aponta ainda que, dos 64 milhões de toneladas de resíduos gerados ao longo do ano passado, 6,2 milhões não foram sequer coletados. O percentual de coleta apresentou, entretanto, um aumento de 1,9% em comparação a 2011, totalizando 55 milhões de toneladas em 2012. “Percebemos, nesses dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, avaliou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. O Nordeste é a região com maior percentual de resíduos levados para destinações inadequadas, como lixões. De acordo com o estudo, 65% do lixo gerado na região, um total de 25,8 mil toneladas por dia, não tiveram destinação final adequada. Apenas 77% dos resíduos produzidos no Nordeste são coletados, sendo que a região responde por 26% (51,6 mil toneladas diárias) do lixo gerado no país. A melhor cobertura de coleta foi verificada no Sudeste (96,8%), a região que melhor destina os resíduos, com 72% do lixo (pouco mais de 70 mil toneladas diárias) enviados para aterros sanitários. Apesar disso, 51% das cidades da região, o equivalente a 854 municípios, não tratam adequadamente os seus resíduos. Para o diretor da Abrelpe, faltam os investimentos necessários para avançar na coleta e destinação correta dos resíduos sólidos. “As mudanças demandadas pela PNRS [Política Nacional de Resíduos Sólidos] requerem investimentos concretos e perenidade”, ressaltou. O problema, segundo Silva Filho, é que muitas cidades não têm condições de aportar esses recursos. “A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada”, completou. (Agência Brasil)

Baleias ameaçadas viram comida para cães no Japão

Carnes de baleias ameaçadas de extinção capturadas por caçadores da Islândia estão sendo vendidas no Japão como guloseima de luxo para cães, denunciaram ativistas ambientais nesta terça-feira (28). A empresa Michinoku Farm, com sede em Tóquio, oferece mordedores feitos com carne de baleia do Atlântico Norte em sua página na internet, esclarecendo que o produto tem “baixo nível calórico, pouca gordura e alto índice de proteínas”. O site também comercializa alimentos supostamente feitos com carne de cavalos da Mongólia e cangurus. O grupo ambientalista japonês Ikan afirmou que esse tipo de comércio é a pior forma de consumismo. “A razão mais provável para que lojas vendam carne de baleia para mimar animais de estimação é alcançar japoneses emergentes que querem exibir riqueza com algo diferente”, explicou Nanami Kurasawa, diretor-executivo do Ikan. O presidente da Michinoku Farm, Takuma Konno, disse à AFP que a empresa vende produtos legalizados no Japão. “Os cães são como membros da família para muitos japoneses. (Os ativistas) veem as baleias como animais importantes, mas consideramos os cachorros tão importantes quanto elas.” Apesar da declaração, Konno disse que o produto será retirado do mercado. (Fonte: G1)

Plantas enterradas há 400 anos são achadas e cultivadas

Plantas enterradas por uma geleira durante a Pequena Idade do Gelo, há 400 anos, voltaram a ser desenvolvidas na natureza e também em laboratório. Os resultados do estudo sugerem que esse grupo de plantas, que pertencem às primeiras linhagens a surgir na Terra, pode ser muito mais resistente do que se pensava e, provavelmente, contribuiu para o estabelecimento, a colonização e a manutenção dos ecossistemas polares. (Fonte: G1)

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