Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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SEMANA DO MEIO AMBIENTE
Nessa semana dedicada ao Meio Ambiente estive presente em alguns municípios do RS como convidado a palestrar sobre as questões ambientais juntamente com a professora Tatiani Roland. As programações primaram principalmente pela discussão acerca dos resíduos sólidos gerados em cada localidade visando a implantação da Lei Nº 12.305 de 02 de agosto de 2010 que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. O trabalho de educação ambiental teve destaque nas programações de municípios como Glorinha, Garibaldi e Tapejara. O entendimento sobre a mudança de comportamento da sociedade para o sucesso dessa Lei é de fundamental importância. Precisamos perceber que além das mudanças empresariais, administrativas e jurídicas é urgente uma nova postura dos cidadãos. Cada um deve assumir o compromisso de colaborar com essa Lei tão importante para o meio ambiente.

POSTURA COMPROMETIDA DO PODER EXECUTIVO EM GARIBALDI
Diferente do que comumente é visto nas atividades ambientais, em Garibaldi as autoridades participam até o final de palestras e atividades organizadas para discutir as referidas temáticas. Na 5ª Conferência de Meio Ambiente em Garibaldi estiveram presentes todas as autoridades do poder executivo, muitos representantes do poder legislativo e componentes de conselhos como o de Meio Ambiente, destacando a presença do Sr. Cássio Brufatto (presidente do conselho) e demais membros desse e de outras diferentes esferas até regionais. Também compareceu ao evento a Coordenadora da Educação Ambiental do Estado. O público envolvido sabia o que e para o que estava reunido na quarta-feira. Realmente decidir o destino dos resíduos sólidos no município ficará mais fácil com a união e discussão das responsabilidades.

VER O LIXO COMO SOLUÇÃO PARA ALGUNS PROBLEMAS
Estima-se que existam hoje no Brasil em torno de um milhão de catadores embora apenas cerca de 40 mil estejam organizados em cooperativas (dados do CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Normalmente são pessoas com idade acima de trinta anos, baixa escolaridade e dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Um programa amplo de coleta seletiva e reciclagem no Brasil poderia gerar pelo menos 1 milhão de empregos diretos. Outro benefício da coleta seletiva é a redução de lixo que segue para os aterros. Estima-se que 40%de todos os resíduos sólidos domésticos que ocupam espaço nos aterros sejam recicláveis. Onde não há coleta seletiva há desperdício de dinheiro. Segundo André Trigueiro (autor do livro Mundo Sustentável 1 e 2) aquilo que nós chamamos de lixo não pode mais ser visto como um problema. Já existem soluções sustentáveis em prática em várias cidades do Brasil. O importante é cobrar de nossos governantes as saídas possíveis de enxergar. Isto é um importante ato de cidadania!

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