Quinta-Feira, 25 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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RS começa a reavaliar lista da flora ameaçada no estado
Os órgãos ambientais do Rio Grande do Sul começaram a reavaliação da lista oficial da flora ameaçada de extinção no Estado. Segundo a coordenadora do trabalho e diretora do Jardim Botânico, Andréia Carneiro, o resultado será conhecido em 2014, envolvendo de maneira voluntária cerca de 100 especialistas no assunto. A reavaliação da lista oficial é básica para a definição de mecanismos de proteção e monitoramento da flora, pois mostra o estado de conservação das espécies. “É um instrumento importante para a implantação de políticas de conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul”, disse Neio Lucio Fraga Pereira, secretário Estadual do Meio Ambiente. Todo o trabalho se dará por meio de um sistema em que os pesquisadores envolvidos podem trocar informações e interagir com o banco de dados hospedado em um data center do governo. “Trata-se de uma forma cooperada de trabalho. Esse ambiente possibilita à comunidade usuária compartilhar informações de forma sistemática, dando agilidade e consistência ao processo decisório”, diz Nelson Soares, da Divisão de Relacionamento com clientes da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). A primeira lista foi elaborada em 2002 e apresentou 607 táxons (espécies e subespécies) da flora gaúcha ameaçadas de extinção. A nova lista, diferente da primeira, seguirá os critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), adotada para a elaboração de listas de espécies ameaçadas em âmbito mundial, nacional ou regional. A revisão da lista de espécies ameaçadas da flora do Estado é coordenada pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul em conjunto com uma comissão técnica e coordenadores de grupos da FZB, PUCRS, UFRGS e UNISINOS, além de avaliadores de diversas instituições de pesquisa do Rio Grande do Sul e de outros Estados. (Fonte: Terra)

Entidades criticam resolução que deixa animais silvestres com infrator

Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicada no último dia 26 no Diário Oficial da União causou revolta por parte de entidades de classe, que criticam o documento. No texto, resultado de mais de dois anos de debates entre ambientalistas, permite-se, por exemplo, que um infrator opte por manter consigo animais silvestres retirados da natureza, desde que não ultrapasse o limite de 10 bichos por CPF e endereço. Segundo levantamento do jornal O Globo, o Brasil tem apenas 50 Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), sendo que somente a metade deles é administrada pelo Ibama. Estes locais serviriam para receber os bichos apreendidos, que ficariam sob os cuidados de especialistas até terem condições para serem reintroduzidos na natureza ou doados para zoológicos. Devido à falta de infraestrutura e de funcionários, contudo, muitos animais morrem antes de sua transferência a um novo destino, e a procura por parte dos zoos também é pequena. Assim, se o governo reconhecer que não tem condições de receber e manter os animais, ele pode agora conceder a posse a terceiros, voluntários, ou permitir que interessados tomem conta dos espécimes apreendidas - mesmo que de forma ilegal -, por tempo indeterminado, desde que dentro do limite de 10 bichos por CPF e endereço. “O documento apresenta itens que podem incentivar ainda mais o tráfico de animais silvestres, além de criar insegurança jurídica e desestimular a criação legal em cativeiro. (…) Cremos que o documento não atende à realidade e nem à expectativa da sociedade brasileira sobre a gestão, manejo e uso sustentável da fauna silvestre, além de servir de incentivo para a perda da diversidade biológica e de risco para a saúde pública”, destaca o CFBio em nota oficial. Para o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a resolução aprovada “é uma forma de se institucionalizar oficialmente a delinquência”. “Quando se estabelece uma norma que institui ao criminoso o direito de manter consigo o produto de seu crime institui-se também o estímulo para que não somente essa pessoa, mas tantos outros interessados caiam na vala do ilícito”, declara o CFMV em nota oficial. (Fonte: Terra)

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