Sexta-Feira, 24 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Chimpanzés ganham novos direitos nos EUA

Jane Goodall diz que foi uma epifania que a levou a deixar para trás seus pioneiros estudos de observação dos chimpanzés na natureza - que revelaram a complexidade social e emocional desses animais - e a embarcar numa vida de ativismo global. Aquele momento aconteceu numa conferência há 27 anos e a levou a lançar uma campanha de proteção aos chimpanzés - os que estão na natureza e os que vivem em cativeiro. Os ativistas que defendem os direitos animais conquistaram vitórias importantes no mês passado, quando duas agências dos Estados Unidos tomaram medidas que, juntas, podem chegar perto de sustar as experimentações médicas com chimpanzés. Em 26 de junho, o Dr. Francis S. Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), em Maryland, anunciou que mais de 300 dos 360 chimpanzés pertencentes ao NIH serão aposentados em santuários nos próximos anos. O anúncio se seguiu à proposta, feita 15 dias antes pelo Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (USFWS), de incluir os chimpanzés, inclusive os confinados, na lista de espécies ameaçadas de extinção. O plano aumenta as barreiras para a realização de experimentos com chimpanzés, ao exigir autorização para quase qualquer tipo de pesquisa médica com os animais, a não ser os que envolvam apenas observação ou exames que façam parte de consultas veterinárias normais. As permissões seriam dadas apenas quando as autoridades considerassem que a pesquisa em questão seria benéfica aos chimpanzés. (Fonte: Folha.com)

Bairro sustentável valoriza convivência entre vizinhos

O projeto de um bairro sustentável começa a tomar forma em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul. A ideia é unir sociedade, urbanismo e sustentabilidade para criar uma região que reformule o espaço urbano - repensando casas, escritórios, praças, centros de compras; criando uma região aberta, sem barreiras, em que as pessoas vivem, trabalham e se divertem sem ter de atravessar grandes distâncias e, assim, incentivando deslocamentos a pé ou de bicicleta. O novo bairro é um empreendimento ousado que será implementado na cidade gaúcha ao longo dos próximos oito anos. O Quartier deve investir cerca de R$ 2 bilhões na criação de uma área nova destinada a revitalizar o centro de Pelotas e servir de exemplo para iniciativas semelhantes, que incentivem o resgate da vida em comunidade, aproximando pessoas que moram próximas e às vezes nem se veem - quando ao menos se conhecem. “Nós estamos fazendo um bairro sem muros, sem barreiras”, afirmou Nelson Proença, sócio-fundador do Guapo Capital Group, durante a apresentação de lançamento do projeto nesta terça-feira em Porto Alegre. “Esse projeto vai ‘elevar a barra’, aumentar o nível de exigência das pessoas com seus bairros”, acredita ele.

A proposta foi projetada pelo arquiteto Jaime Lerner, referência no planejamento urbano com a experiência de Curitiba, cidade que governou ao longo de três mandatos. O planejamento agrega e expande o modelo adotado na cidade paranaense, a “capital verde” do Brasil, estimulando a circulação de pedestres, o acesso a serviços e o convívio entre as pessoas - tudo com foco na preservação ambiental. O ideal do bairro sustentável é definir as pessoas como prioridade, estimulando a convivência e o acesso da população. Um objetivo que pode parecer óbvio, mas tem sido deixado de lado nas grandes cidades.

A iniciativa foi planejada em uma área de 30 hectares nas proximidades do centro de Pelotas. O bairro Quartier garante fácil acesso a pontos importantes da cidade - e se integra a ela. A previsão é que as obras comecem em 2014 e a urbanização esteja finalizada até 2017, mas o bairro completo só deve ficar pronto depois de 2020. O escritório de engenharia Joal Teitelbaum, responsável pelo planejamento, afirma que os apartamentos na região terão preços competitivos, mas estima que uma área residencial no futuro bairro deva custar até R$ 1,5 milhão. Para os responsáveis, porém, o preço faz parte de uma nova era do urbanismo sustentável no Brasil. (Fonte: Terra)

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