Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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2012 bateu recorde de aumento no nível do mar

O ano de 2012 foi recorde em perda de gelo no Ártico, em aumento do nível do mar e em emissão de gases do efeito estufa, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). Além disso, 2012 esteve entre os 10 anos mais quentes desde que há registros, e países como os Estados Unidos e a Argentina tiveram o ano mais quente de suas histórias. “Os níveis de carbono estão subindo, os níveis do mar estão subindo, o gelo do Ártico está derretendo e nosso planeta em seu conjunto está se transformando em um lugar mais quente”, resumiu a diretora interina da NOAA, Kathryn Sullivan. Este estudo sobre o clima em 2012 foi elaborado por 384 cientistas de 52 países. O gelo marinho do Ártico alcançou seu nível mínimo em setembro, e em junho a camada de neve no hemisfério norte também chegou a mínimos históricos. Além disso, durante um período de dois dias, em julho de 2012, 97% da camada de gelo da Groenlândia mostrou algum tipo de degelo, quatro vezes mais intenso que a média para a época do ano. As temperaturas da superfície dos oceanos também aumentaram, segundo a NOAA, e, neste aspecto, 2012 foi um dos 11 anos mais quentes entre os registrados. Após as quedas no primeiro semestre de 2011 por efeito do fenômeno “La Niña”, em 2012 os níveis do mar se recuperaram e superaram seu recorde anterior. Após uma pequena baixa associada à recessão econômica mundial, as emissões globais de gases do efeito estufa procedentes da queima de combustíveis fósseis também superaram recordes e as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) chegaram a uma média de quase 400 partes por milhão (ppm). (Fonte: Terra)

Hambúrguer artificial pode chegar aos supermercados

A diferença entre a carne moída desenvolvida em laboratório e aquela distribuída em larga escala pelas cadeias de fast food é quase imperceptível. No entanto, o processo de criação do alimento faz dele um artigo de luxo. Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, a carne de laboratório chega a custar cerca 300 mil euros, o equivalente a 900 mil reais. O primeiro hambúrguer criado em laboratório a partir de células-tronco foi degustado em público na segunda-feira. O projeto é de cientistas da Universidade de Maastricht, na Holanda. Segundo os cálculos de Mark Post, biomédico envolvido na pesquisa, essa versão de carne deve estar disponível nas prateleiras de supermercados nos próximos vinte anos - e será uma alternativa para alimentar a crescente população mundial. Em um líquido rosa, os pesquisadores produziram tecidos musculares a partir de células musculares de gado. Quando bem cuidadas, as células-tronco do músculo bovino se dividem diversas vezes. É assim que finas camadas de apenas alguns centímetros de comprimento e poucos milésimos de milímetro de espessura são formadas. Para criar um hambúrguer normal de 140 gramas, os pesquisadores precisaram de cerca de 20 mil dessas camadas. Um pouco de suco de beterraba e açafrão deram a cor certa ao hambúrguer artificial. No futuro, uma única célula-tronco poderá dar origem a 175 milhões de hambúrgueres, acredita Post. Para isso, o biomédico precisa de laboratórios modernos - e caros -, equipe treinada e uma grande quantidade de energia.

O futuro da carne de laboratório

As promessas são grandes. Segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, é possível reduzir o uso da terra em 98% e cortar em até 95% a emissão de gases de efeito estufa só com o consumo de carne produzida em laboratório. Além disso, o abate de milhões de animais seria poupado. Por outro lado, células-tronco só crescem em condições estáveis e sob temperatura em torno dos 37 graus. Essas regras protegem a carne contra bactérias e fungos. Isso só é possível para pequenas quantidades de carne armazenadas em laboratórios, mas totalmente inapropriada para produção em massa. (Fonte: Terra)

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