Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


A ENCHENTE AINDA PRESENTE

* Após alguns dias de sol, a chuva voltou a incomodar quem ainda nem se esqueceu do triste cenário deixado pelas cheias. É muito cruel ver as pessoas recomeçando a vida com nada dentro de casa. Apesar dos esforços as ações não foram suficientes na tentativa de esquecer o que o tempo faz questão de lembrar. Mesmo com o envolvimento de entidades parceiras, órgãos dos governos municipal e estadual e a solidariedade de muita gente, daqui e de fora de Alvorada, se percebe que ainda temos que observar com carinho essas famílias. No RS cidades continuam sofrendo com intempéries. O Estado de Santa Catarina teve municípios devastados pela quantidade violenta de água que inundou locais já conhecidos por sua fragilidade como Itajaí, Brusque e Blumenau. Se entendermos o meio ambiente como um conjunto de fatores em movimento e integração de todos os seres, aspectos físicos que proporcionam a vida (água, ar, temperatura, solo, etc) e a cultura humana (nossas políticas, credos, festejos, nossa alimentação, educação, etc) poderemos fazer mais por nossos amigos, vizinhos ou simplesmente irmãos alvoradenses. Acredito que exista um grande número de pessoas dispostas a ajudar, mas que na correria cotidiana não consegue tempo para atuar nessas boas causas.

MUTIRÃO DE SOLIDARIEDADE

* Quero partilhar uma iniciativa que prova isso. Há uns dias atrás minha família iniciou um movimento para recolher donativos de todos os tipos e repassá-los às vítimas da enchente. Era para ser uma parceria de alguns poucos amigos no amparo a cinco famílias da rua onde moro e possui vários alunos da escola onde leciono (Escola Municipal Frederico Dihl). Numa rápida ação através de uma rede social conseguimos uma gama de diferentes ofertas de ajuda. O chamado “Chá de Casa Nova” ultrapassou sua proposta inicial e virou uma chance de promover um “Chá de Vida Nova” para essas famílias. A situação dessas pessoas atingidas pelas chuvas é tão grave que ao voltar para casa não tinham mais colchão para dormir, não tinham mais fogão, geladeira, roupas, comida... Começamos a receber doações de móveis e eletrodomésticos de primeira necessidade como roupeiros, camas e até um fogão. O município de São Leopoldo, através de uma grande profissional, professora Cláudia, se dispôs a doar um caminhão de roupas. A solidariedade ultrapassa fronteiras e prova que juntos somos mais fortes. Uma escola de Gravataí, através da visualização de uma mensagem minha para a querida amiga Jaqueline Librelotto fez um campeonato esportivo e arrecadou algumas cestas básicas também para essas famílias. Agora estamos angustiados com o seguinte problema: Precisamos de transporte e de alguém que saiba desmontar e montar móveis para que essas famílias recebam com dignidade os donativos. Precisamos de gente que queira doar seu tempo para auxiliar o recomeço de uma nova vida. A chuva continua castigando. Para esse final de semana temos previsão de mais água. Frio, chuva e casa quase vazia. O que sustenta essa gente toda e transforma o lar é a imensa esperança de que a ajuda vai chegar e de que tudo pode dar certo.

COLABORAÇÕES

* Se alguém quiser colaborar pode procurar a equipe do Jornal ou mandar um e-mail diretamente para mim (verdade@cpovo.net). Uma iluminada semana para todos e que os atos de solidariedade toquem os corações de cada um.

COMENTÁRIOS ()