Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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REVITALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS ESCOLARES

* Entre os dias 11 e 14 de novembro deste ano, na cidade de Palmas, no Tocantins, estarei participando do XVII Congresso Brasileiro de Arborização Urbana. Na oportunidade, a convite da comissão organizadora, estarei ministrando um mini-curso intitulado “Educando crianças e adultos para Ambientes e Cidades Verdes”, onde estarei relatando um pouco da experiência que estou tendo este ano com meus alunos da oitava série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Frederico Dihl. A melhoria da qualidade dos espaços escolares e universitários, diante da emergente necessidade de busca de novos valores e atitudes no relacionamento com o meio tem se tornado um dos grandes desafios do ser humano na Idade Contemporânea. Dentro dos espaços abertos existentes no interior destas instituições de ensino, não obstante a falta de planejamento em Arborização Urbana observada em grandes centros urbanos do País, o que se percebe, com raras exceções, são manifestações caracterizadas por eventos casuais, e, eminentemente, sem o mínimo respaldo técnico-científico.

* Numa perspectiva harmônica de relacionamento entre as diferentes espécies, quando bem planejada, a vegetação se torna uma das melhores ferramentas de apoio ao trabalho de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, melhorando não só a qualidade destes espaços, mas também agregando valores, e principalmente, proporcionando uma maior integração do homem com a natureza, tendo em vista que o processo desenfreado de ocupação do solo e uma política imobiliária extremamente agressiva determinaram através da história uma maior restrição desse contato.

* Fica claro que questões relacionadas ao ambiente em nosso cotidiano muitas vezes passam despercebidas, fazendo com que percamos a oportunidade de contribuir para melhorar de maneira efetiva a qualidade ambiental de vida da nossa casa, da nossa rua, do nosso local de trabalho e de nossas escolas.

* No meio científico, apesar da existência de pouquíssimos trabalhos e artigos associados, já se percebe, nestas duas últimas décadas, uma crescente e evidente preocupação acerca desta temática. Eventos realizados periodicamente na América do Sul como o Congresso Brasileiro de Arborização Urbana tomam porte e apresentam significativos avanços na área da arboricultura. Isso posto, o trabalho realizado com meus alunos tem como objetivo principal contribuir na elaboração de estudos posteriores acerca da temática que possam ser realizados.

BREVE HISTÓRICO

* Associando-se a baixa produção científica nos estudos arborísticos com as contribuições evidentes de que a vegetação, em termos de benefícios gerais, pode agregar melhorias na qualidade de vida e na saúde física e mental da população (BERNATZKY, 1978; GREY & DENEKE, 1978; HEISLER, 1974; SCHUBERT, 1979; LAPOIX, 1979) se justifica não só a relevância da continuidade destas pesquisas como também a necessidade de um maior incentivo e apoio a estes estudos. O contato com a natureza dentro destas instituições de ensino poderá proporcionar efeitos muito positivos no desenvolvimento cultural do ser humano (FEDRIZZI, 1991) e na formação de uma ética ambiental entre as crianças (HARVEY, 1989). Além disso, esta interação poderá propiciar mudanças de comportamento, além de melhorar a percepção e a valorização do espaço em que vivemos (GRAHN, 1994; TITMAN, 1994). Não menos importante, devemos ressaltar que qualitativamente a arborização será tanto melhor quanto mais detalhadamente forem considerados os fatores de planejamento (BALMER & ZAMBRANA (1977); MIRANDA (1970); SCHUBERT (1979); SOUZA (1973) e WYMAN (1972)).

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