Sexta-Feira, 24 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


NOVA YORK QUER ELIMINAR MAIS DE DOSI MIL CISNES
* O estado americano de Nova York, nos Estados Unidos, declarou guerra aos cisnes selvagens, alegando que essas aves representam uma ameaça aos aviões e contaminam as águas com suas fezes. A proposta do Departamento de Conservação é matar ou realocar 2.200 exemplares desta espécie. A ação pode ser apoiada por alguns defensores ambientais, mas recebeu críticas daqueles que protegem os animais. Os cisnes chegaram à América do Norte, trazidos pelos colonos europeus, como animais ornamentais que criavam em suas fazendas no final de 1.800, mas as autoridades não pensam mais que sua beleza valha o preço de sua liberdade. O departamento de conservação ambiental do estado de Nova York afirma que os cisnes atacam as pessoas, destroem as plantas e podem contaminar a água com a bactéria E. coli, que seria liberada por meio de suas fezes. Desde que um avião da US Airways colidiu em 2009 com uma revoada de gansos e se viu forçado a pousar no Rio Hudson, o Departamento da Agricultura americano estabeleceu um sacrifício anual de gansos do Canadá. Agora, o Departamento de Preservação de Nova York quer expandir a ofensiva até 2025, matando os animais ou permitindo a “propriedade responsável” que se aplica às aves em cativeiro. “Os métodos de controle letal incluem atirar nos cisnes que vagam livres e capturar os vivos, aplicando neles a eutanásia, segundo as pautas estabelecidas para animais selvagens”, diz a proposta. Segundo o documento, que gerou reações enérgicas, os ninhos também serão destruídos, os ovos untados com graxa, furados ou esterilizados para evitar filhotes. O fundador da organização de defesa dos animais Watch NYC, David Karopkin, disse que rejeita a ideia de que 2.200 cisnes sejam uma ameaça para um estado de 18 milhões de pessoas. “Ainda tenho que encontrar alguém que tenha sido seriamente ferido por um cisne”, afirmou. “É simplesmente escandaloso tentar eliminar uma espécie inteira, que vive no estado há mais de 150, quase 200 anos”, condenou. (Fonte: G1)

POLUIÇÃO DE NOVA DÉLI ULTRAPASSA A DE PEQUIM

* A poluição atmosférica de Pequim recentemente estava tão ruim que o governo emitiu alertas sanitários urgentes e fechou quatro vias expressas importantes, levando moradores em pânico a comprar filtros de ar e usar máscaras. Enquanto isso, em Nova Déli, onde a espessa névoa poluente era, conforme algumas medições, ainda mais perigosa, havia poucos sinais de alarme. Embora Pequim, na China, tenha a fama de ter um dos ares mais poluídos do planeta, um exame das cifras diárias de poluição colhidas por ambas as cidades sugere que o ar de Nova Déli, na Índia, está, com mais frequência do que em Pequim, mais carregado de partículas perigosas. A atmosfera indiana está entre as piores do mundo. E crescem os indícios de que os indianos pagam mais caro do que praticamente qualquer outro povo pela poluição. Um estudo recente mostrou que os indianos têm os pulmões mais fracos do planeta, com bem menos capacidade do que os pulmões chineses. Os pesquisadores estão começando a suspeitar que a mistura indiana de ar poluído, saneamento ruim e água contaminada faz do país um dos mais perigosos do mundo para os pulmões. A Embaixada dos EUA em Pequim emitiu alertas em meados de janeiro, quando uma medição do nocivo material particulado fino conhecido como PM 2,5 ultrapassou a marca de 500, aproximando-se do máximo da escala. Isso se refere a partículas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro, que supostamente constituem o maior risco para a saúde, por penetrarem profundamente nos pulmões.

* A Índia tem a maior taxa mundial de mortalidade por doenças respiratórias crônicas e mais mortes por asma do que qualquer outra nação, de acordo com a OMS. A poluição por partículas finas é associada a mortes prematuras, ataques cardíacos, derrames e insuficiência cardíaca. Em outubro, a OMS declarou que ela causa câncer de pulmão. Em novembro, durante as negociações climáticas globais em Varsóvia, a Índia e a China resistiram a aceitar limites para a poluição. (Fonte: Folha.com)

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