Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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SAARA PODERIA TER FICADO NA AMÉRICA DO SUL NA DIVISÃO DE CONTINENTES
* A ruptura do supercontinente gigante Gondwana há 130 milhões de anos poderia ter levado formação completamente diferente dos continentes Africanos e da América do Sul, com a região do deserto do Saara junto com as Américas e um oceano abaixo. As projeções foram feitas com o uso de modelos numéricos em três dimensões e de placas tectônicas. Por centenas de milhões de anos, os continentes América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia estavam unidos no supercontinente Gondwana. O continente então se rompeu na fenda correspondente ao Atlântico Sul formando uma bacia oceânica, mas outra fenda, na África, ficou presa. A pesquisa foi para entender porque isto aconteceu.
ATAQUES DE RAIVA AUMENTAM RISCO DE INFARTO, SEGUNDO PESQUISA
* Pessoas que têm ataques de raiva correm um risco maior de, nas duas horas seguintes, sofrerem um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), aponta um estudo publicado nesta terça-feira (4). O estudo é o primeiro a confirmar, com base em estatísticas, a relação entre emoções fortes e risco cardíaco, embora as causas biológicas exatas ainda sejam desconhecidas. Nas duas horas seguintes a um ataque de raiva, o risco de infarto do miocárdio ou síndrome coronária aguda aumenta 4,7% em comparação com um momento de calma, aponta o estudo. Já o risco de AVC - evento também conhecido como derrame cerebral - aumenta 3,6%, enquanto também sobem as chances de arritmia. Em pessoas com problemas cardiovasculares, o risco é ainda maior. Segundo as estatísticas dos pesquisadores, em um grupo de 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que se aborrecem apenas uma vez por mês, registra-se um ataque cardíaco a mais do que a média. Este aumento pode ser de até quatro casos em cada 10 mil pessoas em indivíduos com alto risco cardiovascular. A pesquisa analisou mais de 5 mil casos de ataque cardíaco, e pelo menos 800 de AVC. Até hoje, os estudos sobre este tema baseavam-se em grupos pequenos e os resultados eram pouco confiáveis, segundo os cientistas. A nova análise não revela, no entanto, as causas biológicas da relação entre a raiva e os ataques cardíacos.
VÍRUS GIGANTE DE 30 MIL ANOS “VOLTA A VIDA”
* Um vírus que estava adormecido há 30 mil anos teria ”ganhado vida” novamente, segundo cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França. Ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso. Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost. O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O antigo vírus foi descoberto enterrado a trinta metros do solo congelado. Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus descoberta há dez anos. Eles são tão grandes que, diferentemente de outros vírus, podem ser vistos ao microscópio. E este, que mede 1,5 micrômetros de comprimento, é o maior já encontrado. A última vez que ele infectou um organismo foi há mais de 30 mil anos, mas no laboratório ele foi ‘reativado’. Os testes mostraram que o vírus ataca amebas, que são organismos monocelulares, mas não infecta humanos ou animais. ”Ele entra na célula, se multiplica e, por fim, mata a célula. Ele é capaz de matar a ameba, mas não infecta uma célula humana”, afirmou Chantal Abergel, co-autora do estudo e também integrante do CNRS.

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