Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


A MORTE DOS ECOLOGISTAS

* O grupo Global Witness denunciou nesta terça-feira o aumento de mortes de ativistas defensores do meio ambiente e o direito à terra entre 2002 e 2013 no mundo, sobretudo na América Latina, onde o Brasil é o país mais perigoso para o grupo. Quase metade das mortes foram registradas no País. Em um relatório divulgado nesta terça-feira em Londres, a ONG afirma que pelo menos 908 pessoas morreram em 35 países defendendo o meio ambiente e o direito à terra nesse período, embora os últimos anos tenham sido os piores. De acordo com o documento, mais de 80% das mortes registradas corresponderam à América Latina. De acordo com o documento, o Brasil é país mais perigoso para defender o direito da terra, pois houve 448 mortes nesse período, seguido por Honduras, com 109, e Filipinas, com 67, enquanto o número correspondente ao Peru é de 58. Segundo a ONG - que luta contra a corrupção, a pobreza e defende os direitos humanos - esse aumento alarmante de mortes corresponde à forte concorrência para chegar aos recursos naturais, especialmente em países latino-americanos como o Brasil, Honduras e Peru, e também em outros da zona da Ásia-Pacífico.

ESPÉCIE DE MACACO É ÚNICA FIEL ENTRE OS PRIMATAS ALÉM DO HOMEM

* Uma pesquisa publicada na revista Biological Sciences - Proceedings of Royal Society revelou que os macacos da noite são fiéis a suas parceiras. Eles também se importam com a criação dos filhos. Os pesquisadores afirmam que a espécie age de modo monogâmico e tem a fidelidade como valor importante. Em 18 anos de observação da espécie, nenhum macaco da noite foi pego traindo a parceira. Testes feitos apontaram também para a existência de monogamia genética. O conceito indica que pai e mãe que criam os filhos são os pais biológicos e não pais adotivos. Cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a fidelidade do casal se deva ao fato dos pais se envolverem profundamente na criação de seus filhos. Eles se responsabilizam por brincar e alimentar os mais novos. (Fonte: UOL)

NOVO FUNGO AMEAÇA PLANTAÇÕES DE BANANA NO MUNDO INTEIRO

* Uma nova subespécie do mal-do-Panamá ataca a variedade do fruto mais cultivada no globo, a cavendish. No Brasil, a doença compromete mais de 90% das bananas que chegam ao mercado. O surgimento de uma nova versão do fungo que dizimou plantações de bananas no mundo inteiro durante a primeira metade do século 20 fez a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitir um alerta. Batizada de 4 Tropical (TR4), a nova subespécie do agente patogênico causador do mal-do-Panamá já foi encontrada em plantações na Ásia, Jordânia e Moçambique. A preocupação é que o problema chegue à América Latina e também ao Brasil. Nesta segunda-feira (14/04), a FAO pediu que os países produtores sejam mais ativos no monitoramento e prevenção da doença, considerada uma das mais destrutivas. A TR4 é mais agressiva do que as outras versões existentes do fungo. Ela ataca mais de 50 variedades de bananas, como as cavendish, que incluem os tipos nanica e nanicão. As bananas cavendish, líderes no mercado mundial de exportação, eram até então resistentes à essa praga. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fungo ameaça também as variedades prata e maçã. Juntas, essas variedades correspondem a mais de 90% das bananas vendidas nos supermercados. O fungo poderá chegar ao Brasil por diferentes vias, como solo contaminado em sapatos, ferramentas, mudas de bananeira (visivelmente sadias, mas infectadas), além de plantas ornamentais que podem também ser hospedeiras”, conta Miguel Angel Dita Rodriguez, engenheiro agrônomo da Embrapa. O fungo causador do mal-do-Panamá infecta os solos, podendo permanecer na região por até 30 anos. Ele entra nas bananeiras através das raízes e invade seu sistema vascular, causando a sua morte. A planta contaminada raramente produz frutos.

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