Sexta-Feira, 24 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


NOVA E IMPORTANTE CAMPANHA DO GREENPEACE

* Há aproximadamente um mês, o Greenpeace iniciou uma nova campanha nas diversas redes sociais alertando para a necessidade de produção no Brasil de carros que consumam menos combustíveis e que emitam menos gases de efeito estufa - os principais agentes do aquecimento global. Dentro desta expectativa, foi enviada uma carta aos CEOs da Chevrolet, Fiat e Volkswagen. Em apenas uma semana, milhares de pessoas enviaram uma mensagem às empresas pedindo esta mudança. Até agora, porém, as montadoras continuam ignorando a reivindicação. Por enquanto, a Fiat foi a única empresa que emitiu uma resposta pouco conclusiva. A companhia, que detém cerca de 23% das vendas de automóveis no país, diz que já produz alguns modelos com eficiência energética acima da média. Isso só prova que as adaptações tecnológicas são possíveis. O que está sendo solicitado é justamente que essas medidas não fiquem restritas a apenas alguns modelos, mas que todos os carros da empresa sejam produzidos com tecnologias que permitam menor consumo de combustível. A empresa ainda menciona que a tecnologia flex, com motores abastecidos com etanol, resolveria o problema das emissões. Quanto à isso, não se pode ignorar dois elementos: isso não significa ganho de eficiência energética - desde que foi criada, a tecnologia flex avançou pouco nesse sentido. E há impactos socioambientais inegáveis da atual produção de biocombustíveis no Brasil, como o desmatamento, o avanço sobre outras culturas alimentares e a contaminação de água e solo por fertilizantes. O investimento em eletromobilidade também pode ser uma resposta a essas questões.

CARTA DA FIAT NA ÍNTEGRA

* A propósito do tema que é sua preocupação, gostaríamos de observar que a Fiat foi uma das primeiras fabricantes do país a apoiar voluntariamente o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) criado em 2009 pelo Inmetro, ao informar com transparência aos consumidores os valores de consumo de combustível de seus principais modelos e de emissão de CO2. A cada novo lançamento, a Fiat investe em tecnologias para ampliar a eficiência energética e reduzir a emissão de CO2, com resultados concretos para a qualidade do ar. O Novo Uno com motor 1.4, que recebeu nota A no PBEV 2014, emite 97,4 gramas de CO2 fóssil – valor que está abaixo da marca exigida pelo Inovar-Auto em 2017 e pelas legislações europeias vigentes, comprovando a constante evolução da Fiat por veículos cada vez mais eficientes. O Palio Fire e o Novo Fiorino, recém-lançados, também trazem importantes inovações como pneus verdes, óleo lubrificante do motor com aditivos de baixo atrito, melhorias aerodinâmicas, entre outras tecnologias e ações, com foco na redução do consumo de combustível. Atualmente, 80% dos veículos produzidos têm pneus de baixa resistência a rolamento (pneus verdes).

Vale destacar que 97,5% dos veículos da marca Fiat comercializados são flex, que podem ser abastecidos com etanol – combustível 100% renovável que praticamente neutraliza as emissões de CO2 na atmosfera com o ciclo do plantio da cana-de-açúcar. Além da escolha do combustível, a manutenção dos veículos também é um importante diferencial com reflexos diretos na emissão de CO2. Velas usadas, filtro de ar sujo, pneus com calibragem fora do padrão e suspensões desalinhadas ampliam, em média, 20% do consumo de combustível. Com o objetivo de conscientizar os motoristas para os riscos da falta de manutenção, a Fiat realiza, de forma contínua, campanhas educativas. É importante lembrar também que a Fiat foi a primeira fábrica de automóveis a conquistar a ISO 14001, em 1997, que atesta a eficácia de nosso Sistema de Gestão Ambiental. E a Fiat também foi a primeira montadora do Brasil a conquistar a ISO 50001, de gestão da energia.

Fiat Chrysler América Latina

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