Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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(Foto: )


BALEIA ATERRISA EM BARCO E DEIXA TRÊS FERIDOS NA ÁFRICA DO SUL

* Uma baleia “aterrissou” em um pequeno barco na segunda-feira (5) na costa de Port Elizabeth, no Oceano Índico, e deixou três feridos, anunciaram nesta terça-feira (6) os serviços marítimos sul-africanos. “Os resgatados dizem que avançavam com o motor em marcha lenta a um quilômetro da costa quando uma baleia saltou em frente ao seu barco e caiu sobre a embarcação. O barco afundou e os três homens que se encontravam a bordo caíram na água”, disse Ian Gray, comandante do posto de socorro de Port Elizabeth. Um dos resgatados, de 41 anos, foi hospitalizado com várias costelas quebradas e ferimentos em um braço e em uma perna. Os outros homens sofreram ferimentos superficiais. “O barco sofreu grandes danos”, informou Gray. Este tipo de incidente é muito raro. As vítimas não identificaram qual tipo de baleia, mas recentemente foram avistadas baleias jubarte na região. A costa da África do Sul costuma ser frequentada por várias espécies de cetáceos, em particular na primavera austral (outubro, novembro), que atraem muitos turistas. As baleias jubarte cruzam as águas do país todos os anos nesta época em sua migração que as leva das águas mais quentes em direção ao Ártico, onde passam o verão. (Fonte: G1)

CRITICAMENTE AMEAÇADA: PROJETO TENTA SALVAR AVE DO FILME RIO

* O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou nesta terça-feira (6), no município de Curaçá, a 590 km de Salvador, o Projeto Ararinha-Azul na Natureza. Trata-se de um plano para devolver ao meio ambiente a ave que só existia no Brasil e, desde 1994, passou a ser enquadrada como “criticamente ameaçada” de extinção na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a entidade que cataloga as espécies em risco de extinção. No cinema, a ararinha-azul é a espécie que protagonizou a animação Rio, sobre as aventuras do pássaro Blu, levada ilegalmente para os Estados Unidos. Na vida real, essas aves da família dos psitacídeos, com 57 cm, plumagem azul, cauda longa e asas estreitas são alvo do tráfico de animais e da devastação da natureza. A última ararinha-azul foi avistada em 1990, solitária no alto de um galho seco de uma caraibeira, árvore preferida para a composição dos ninhos, em Curaçá. Sem coincidência, a mesma cidade baiana escolhida para o lançamento do projeto nesta terça. A Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), do Qatar, colabora com 60 das 80 aves que participarão do projeto. Com biólogos especialistas na vida desse animal, a instituição comprou a fazenda Concórdia, onde foi avistada a última ararinha-azul, e poderá transformar seus 2.380 hectares em reservas particulares do patrimônio natural (RPPN). A reintrodução obedecerá o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul, com rigorosas etapas a serem cumpridas. Ele tem prazo de vigência até 2017, com execução de estratégias, recuperação de habitat no local da ocorrência histórica (Curaçá) para início da reintrodução das aves em 2021. Até lá, etapas deverão ser atingidas, como o aumento da população em cativeiro e a recuperação da Caatinga. O Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (Crad) da Caatinga, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), também participará do projeto. (Fonte: Portal Terra)

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