Terça-Feira, 23 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


ÁRVORE DE 500 ANOS É INCENDIADA EM RITUAL DE MAGIA NEGRA
* Uma árvore de 500 anos e aproximadamente 35 metros de altura foi incendiada na madrugada deste sábado (3), na Reserva Florestal Adolpho Ducke, situada nas Zonas Norte e Rural de Manaus. Há suspeitas de que o incêndio tenha iniciado durante um ritual de magia negra. A centenária árvore da espécie Angelim-pedra foi encontrada com a parte interna do tronco em chamas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros apagou o fogo, mas ainda há focos de brasas, que deixam o risco do fogo se alastrar para outras árvores. Velas coloridas e alimentos foram encontrados no local. Ao redor da árvore, velas vermelhas, pretas e amarelas foram encontradas juntamente com alimentos em um altar. Ainda havia no local velas pretas, frutas e alimentos utilizados na cerimônia. O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após a descoberta da árvore em chamas. Uma equipe da corporação apagou o fogo. Entretanto, no final da tarde deste sábado foi constatado que ainda havia focos de fumaça e brasas no interior do tronco. O âmago da árvore continuou sendo consumido pela brasa mesmo após a intervenção dos bombeiros. É lamentável, mas a árvore não sobreviverá. Segundo os funcionários do local, os recursos naturais da Reserva Adolpho Ducke têm sido degradados pela população. Não há grade de proteção e nem placas de sinalização alertando sobre proibição de entrar na área. A trilha é bastante frequentada pelos moradores da região, que entram na mata para se banhar nas águas do igarapé e da nascente, deixando também grande quantidade de lixo neste local. O que mais me chama a atenção neste caso é que em nosso município já foram registrados inúmeros casos como este envolvendo nossas centenárias figueiras. Religião e práticas de conservação ambiental devem ser aliados em benefício da sustentabilidade.

ESQUENTAR COMIDA EM RECIPIENTES PLÁSTICOS É PERIGOSO?
* Circula periodicamente pela internet, em e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno de microondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina. Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto. O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico. Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos - até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato dérmico é baixo”. No aspecto alimentar, o Inca explica que “a dioxina detectada na terra, em sedimentos e suspensa na água será absorvida pelas plantas e subsequentemente ingerida por animais e armazenada no tecido adiposo deles. O consumo de tecidos animais e vegetais (incluindo as verduras) é o modo de entrada da dioxina no corpo humano”. Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.

OUTRA ADVERTÊNCIA
* Em relação ao filme plástico, tão utilizado para embalar alimentos, o uso também implica em riscos, embora a via de contaminação seja diferente. Os compostos tóxicos presentes no plástico - principalmente os clorados - são solúveis em gorduras e isso faz com que sejam atraídos por elas. Na prática, um sanduíche com manteiga ou requeijão, por exemplo, pode ser contaminado por esses compostos e, de novo, o melhor é aplicar o princípio da precaução. Papel alumínio e o papel toalha, por exemplo, não apresentam esse problema.

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