Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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25 anos de comemoração e de memória - Parte II
Dando continuidade ao nosso relato histórico, o ano de 2007 se encerrou com a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Bali, na Indonésia. Enquanto isso, no Brasil, chuvas torrenciais provocavam transbordamento de rios e inundações em diversas regiões do país afetando a vida de aproximadamente 390 mil pessoas no ano de 2008. Os gaúchos e catarinenses, em especial, sofriam com as ininterruptas pancadas de chuva, desalojando mais de 100 mil pessoas. Furacões no Caribe e ciclones no Sudeste Asiático também deixaram um rastro de destruição no Planeta.
A passagem de 2008 para 2009 ficou marcada pela demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. Sua saída teve repercussão internacional, pois a mesma era considerada uma das 50 pessoas que poderiam salvar o planeta. Em 2009, as expectativas para os problemas ambientais concentraram-se no final do ano, já que, em dezembro, ocorreu a 15ª. Conferência das Partes (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca. A reunião, que começou sob a alcunha de "Hopenhagen", em referência ao termo "esperança", em inglês, terminou em clima de fracasso, com um acordo genérico e, ainda assim, sem unanimidade. Outro fato que chamou atenção na virada de 2009 para 2010 foi o escândalo conhecido como "Climagate", quando hackers divulgaram e-mails de cientistas ligados ao IPCC e mostraram que eles distorceram dados para comprovar a tese de que a ação do homem é o principal fator do aquecimento global, além de boicotarem os cientistas que deles discordassem.
No ano de 2010, uma das principais catástrofes ambientais do planeta foi a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, sob a responsabilidade da empresa British Petroleum, ocorrida em abril, no Golfo do México, e que resultou num vazamento de óleo a 1,5 quilômetros de profundidade. O derramamento foi o maior da história e atingiu a quantidade de quase cinco milhões de barris, ao longo de quase três meses, o que produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro no oceano Atlântico. O ano foi marcado também por uma onda de calor na Rússia, que deixou 18 províncias em estado de emergência, e enchentes no Paquistão, que afetaram a vida de 20 milhões de pessoas. As inundações foram as piores de oito décadas no país. No Brasil, o excesso de chuvas teve consequências desastrosas em janeiro. Em Angra dos Reis (RJ), o deslizamento de um morro em Ilha Grande matou pelo menos 41 pessoas. A boa notícia do ano foi que a décima Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Nagoia, no Japão, obteve sucesso com o estabelecimento de um pacote de medidas para frear o crescente ritmo de destruição da biodiversidade. O fim de 2010 foi marcado pela conferência do clima da ONU em Cancún, no México.
Em um ano de altíssimas temperaturas, 2011 ficou marcado pela tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, um desastre causado mais pelo descaso e menos por fenômenos naturais, como quiseram fazer crer as autoridades locais.
Na próxima edição a última parte desta retrospectiva histórica será contada. Um forte abraço...

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