Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Esta semana tive a oportunidade de ler uma pequena reportagem de Antonio Fernando Pinheiro Pedro intitulada “O Fim do Mundo”, que me chamou bastante atenção. Nela, o autor nos trás informações sobre uma suposta possibilidade de ocorrer uma nova extinção em massa no Planeta Terra. Na região congelada da Sibéria, em uma área conhecida como Yamal - que se traduz como “The End of the Land” (fim do mundo), foram descobertas crateras misteriosas, que revelam estarmos em meio a um processo de alterações profundas em nosso planeta. Ou seja, podemos realmente estar próximos de um evento de extinção em massa. Trabalhadores da indústria do petróleo russo descobriram no último inverno de 2013/2014, uma caverna ampla com 80 metros de diâmetro e muito profunda. Fotografado em voos de inspeção, o buraco só pôde ser acessado por terra no mês de julho último, após o degelo (já considerado fora dos padrões), na região inóspita da Sibéria. A característica da cratera, com paredes muito lisas, bem como o deslocamento do solo para fora dela, formando uma elevação, revelavam que havia ocorrido um “destampe”, algo como uma rolha sendo expulsa de uma garrafa de champagne. O Jornal Siberian Times, que acompanhou a expedição de cientistas, relatou que a expedição encontrou mais duas outras enormes aberturas no chão, similares à primeira, próximas. Os pesquisadores russos voltaram de sua investigação sobre a primeira descoberta e, colhidas amostras de água e solo, constataram que as aberturas se deram por conta da liberação explosiva, em enorme quantidade, de gás metano.

O “SOPRO DO DRAGÃO” E A EXTINÇÃO NO PERÍODO TRIÁSSICO

O glaciologista norte-americano, Dr. Jason Box, no mês de agosto, apontou para a sinistra hipótese do chamado “sopro do dragão”. Em seu blog o cientista afirmou: “A hipótese de sopro de dragão está me fazendo perder o sono”. O “Sopro do Dragão”, segundo a revista “Science”, faz referência à causa de extinção em massa ocorrida há 200 milhões de anos, cuja principal hipótese foi o lançamento na atmosfera de pelo menos 12 mil gigatoneladas de metano, provenientes do leito oceânico. A catástrofe que se abateu sobre a Terra, no final do período Triássico, muitas vezes é atribuída à atividade vulcânica intensa, que teria exterminado a metade da vida marinha e terrestre. O evento deveu-se a atividade solar (ventos solares intensos) ou à queda de um meteoro de grandes proporções. Ambos os fenômenos liberaram atividade vulcânica intensa. E onde entra hoje a responsabilidade do ser humano nesta história... Continuaremos falando sobre isso na próxima semana

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