Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Má conduta científica é um problema global

Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido. A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos. Por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo. “Inicialmente, a má conduta científica era um problema limitado a poucos países, como os Estados Unidos. Mas agora, nações emergentes em ciência, como o Brasil, ‘juntaram-se ao clube’ em razão do aumento da visibilidade de suas pesquisas, e têm sido impactadas de forma negativa por esse problema”, disse Steneck, um dos maiores especialistas mundiais em integridade na pesquisa. Em sua avaliação, a comunidade científica brasileira tem reconhecido o problema e formulado políticas e ações para coibir práticas de má conduta científica e aprimorar a integridade na pesquisa. É necessário, no entanto, que as universidades e instituições de pesquisa proporcionem o melhor treinamento possível em integridade científica a alunos, professores e pesquisadores, indicou o especialista. A Universidade Federal do Rio de Janeiro foi a primeira instituição no Brasil a criar, há um ano, uma comissão voltada especificamente para tratar de questões relacionadas à integridade da pesquisa.

O mar não está pra peixe

Dados do Programa de Avaliação do Potencial Sustentável dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva Brasileira, do Governo Federal, apontam que 80% dos recursos economicamente explorados pela pesca marinha encontram-se em sobrepesca, ameaçados ou em processo de recuperação. Ou seja, estamos piores que o panorama mundial. Historicamente, a exploração comercial dos recursos marinhos, no Brasil, tem sido feita de maneira desordenada. Entre 1967 e 1973, a produção de pescado cresceu, em média, 8% ao ano, atingindo 750 mil toneladas. A partir daí, o ritmo de crescimento desacelerou. No início dos anos 1980, chegou-se a um patamar próximo a 1 milhão de toneladas, caindo para 600 a 700 mil toneladas, na década seguinte. A partir daí, houve um novo ciclo de crescimento, que durou até 2002, quando a produção ultrapassou 1 milhão de toneladas, nível que se mantém relativamente estável. Conforme dados do Ibama, cerca de metade desse volume provém da pesca marinha.

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