Domingo, 25 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Uma importante notícia ambiental recebeu destaque esta semana nos principais veículos de comunicação: a possível redução da demanda por partes de tigre na China, numa campanha para salvar os grandes felinos. Milhares de tigres habitavam as florestas no sul e sudeste da Ásia, mas o número de animais caiu para cerca de 3.000 mundialmente. A caça ilegal é motivada por um próspero mercado na China, onde partes do animal são usadas como símbolo de status e na medicina tradicional. Existe uma cultura entre as pessoas mais ricas da China (sobre possuir partes de tigre)”, disse Michael Baltzer, líder do WWF Tiger Alive Initiative, referindo-se às pessoas que adornam cabeças de tigres e decoram salas de estar com tapetes feitos com suas peles. Cem tigres por ano foram mortos para venda ilegal desde a virada do século. Os números são baseados em partes de tigres apreendidas e reportadas por autoridades. A nova meta não deve ser somente zero para a caça ilegal, mas também zero para a demanda de partes de vida selvagem. (Fonte: Terra)

O ano mais quente registrado na Terra
O ano de 2014 foi o mais quente registrado na Terra, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição especializada das Nações Unidas com sede em Genebra. A temperatura média do ar no ano passado na superfície do planeta superou em 0,57 grau Celsius a média calculada para o período de referência 1961-1990, que foi de 14,00 graus. Também supera os máximos de 2010 (0,55 grau acima) e de 2005 (+0,54 grau), segundo a OMM. “Nosso século conta com 14 dos 15 anos mais quentes. Acreditamos que este reaquecimento mundial se manterá, já que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e o aumento da entalpia (calor contido) dos oceanos nos levam a um futuro mais quente”, indicou seu secretário-geral, Michel Jarraud. O ano de “2014 é, em valores nominais, o ano mais quente já observado, embora exista uma diferença muito pequena entre os três anos mais quentes”, explicou. A organização meteorológica calculou que 93% do calor preso na atmosfera pelos gases de efeito estufa, que procedem da exploração de combustíveis fósseis e de outras atividades humanas, está armazenado nos oceanos. O organismo lembra que este máximo de calor em 2014 ocorreu na ausência de um verdadeiro episódio do El Niño, um fenômeno que reaquece o clima, e que ocorre quando as temperaturas da superfície do mar, mais altas que o normal no leste do Pacífico tropical, interagem com os sistemas de pressões atmosféricas. (Fonte: G1)

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