Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


Um gato-maracajá, felino da família da jaguatirica, que está ameaçado de extinção, foi encontrado no pátio de uma casa em Caçapava do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul. A moradora informou o aparecimento do animal à prefeitura na terça-feira (10).
A Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente esteve na residência e resgatou o felino. Nesta quarta (10), a fiscal ambiental Claudia Menezes conduziu o animal até o Ibama em Santa Maria, município próximo, que ficará responsável pelo filhote. (Fonte: G1)

Inimigo minúsculo
O Rio Amazonas está sendo ameaçado por um inimigo minúsculo: um pequeno mexilhão invasor originário da China.
Desde que chegou à América do Sul, no princípio da década de 1990, o mexilhão-dourado conquistou novos territórios em uma velocidade alarmante abrindo caminho entre a flora e a fauna nativa e se espalhado por cinco países.
A espécie adere a superfícies duras como pedras e estruturas artificiais, formando grandes colônias que parecem recifes. Eles foram responsáveis por acabar com as populações de moluscos nativos ao impedir suas conchas de se abrirem adequadamente.
A rápida propagação entope tubulações, o que tem obrigado operadores de usinas hidrelétricas e de tratamento de água do estado de São Paulo, assim como de Buenos Aires e de outras regiões, a gastar milhões de dólares por ano para eliminá-las usando substâncias químicas ou desligando as turbinas para extrair enormes concentrações de mexilhões. (Fonte: G1)

Veneno de cobra pode ajudar a tratar esquizofrenia
Cientistas revelaram o mistério de como o veneno da cobra coral costa-riquenha causa convulsões em suas vítimas, uma descoberta que pode impulsionar pesquisas sobre esquizofrenia, epilepsia e dor crônica.
O veneno inclui um par de proteínas chamadas micotoxinas (MmTX), que se acoplam aos poros nas células nervosas do cérebro e da medula espinhal, conhecidas como receptores GABA(A). Isto resulta em convulsões potencialmente mortais.
O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS". "O que encontramos são as primeiras toxinas animais das que temos notícia", disse Frank Bosmans, professor assistente de fisiologia e neurociência da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. "De longe, é o composto mais poderoso que ataca os receptores GABA(A)". "Assim que aderem aos receptores, não os deixam", prosseguiu.
Descobriu-se que as MmTX se une aos receptores GABA(A) mais firmemente que qualquer outro composto conhecido. Quando isto ocorre, o poro do receptor se abre permanentemente e a célula nervosa não consegue se restabelecer e acaba falhando.
Os especialistas esperam que estas descobertas ajudem a fazer avanços nos estudos sobre epilepsia, esquizofrenia e dor crônica, causados precisamente por falhas nos receptores GABA(A). "Os medicamentos para combater a ansiedade, como o diazepam e o alprazolam, também aderem nos receptores GABA(A), mas causam relaxamento no lugar de convulsões porque o fazem com mais folga", disse Bosmans. O estudo foi financiado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

COMENTÁRIOS ()