Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Manter colmeias na área verde de um aeroporto está se tornando um empreendimento comum. Para os aeroportos, as colmeias podem ser uma forma fácil de ostentar credenciais ecológicas, além de tirar proveito de campos nos quais não é legalmente permitido construir. O primeiro foi o Aeroporto de Hamburgo, na Alemanha, em 1999. Em seguida vieram Düsseldorf, Frankfurt, Dresden, Hannover, Leipzig/Halle, Nuremberg e Munique. Desde então, os aeroportos de Malmo, na Suécia, Copenhague, o O’Hare, de Chicago, Seattle-Tacoma Internacional e Lambert-St. Louis também receberam colmeias de braços abertos. A relação é de simbiose: os apicultores urbanos precisam de mais espaço, e os aeroportos têm espaço de sobra. As abelhas se dão bem em ambientes urbanos onde existam pessoas para cuidar de suas colmeias, diversidade de flores e ausência de pesticidas agrícolas. Nos aeroportos europeus, a iniciativa se concentra em utilizar produtos de abelha, como pólen e mel, como marcadores biológicos para detectar poluentes. Alguns aeroportos começaram a testar o mel e a cera de abelha de suas colmeias em 2009. Os resultados indicam que os níveis de metais pesados, hidrocarbonetos orgânicos voláteis e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos encontram-se bem abaixo dos limites da União Europeia, tendo se mantido assim ano após ano.

Durante quase uma década, cientistas estão alarmados pelas reduções acentuadas nas populações das abelhas melíferas. Perdas anuais em torno de 30% foram atribuídas ao distúrbio do colapso da colônia e outras pressões, tais como doenças, pesticidas, clima extremo e perda de habitat. Embora as colmeias do aeroporto tenham um papel limitado no sustento das populações de abelhas, se não houver pesticidas, os aeroportos podem se revelar ótimos ambientes para as abelhas melíferas. Existe pouca preocupação ambiental com abelhas interagindo com aviões. Se uma abelha e um jato se encontrarem, é a abelha que sairá perdendo. Porém, aconteceram incidentes recentes com a formação de enxames, evento natural em que uma segunda abelha deixa a colmeia em busca de um novo lar, sendo acompanhada por quase metade das companheiras. (Fonte: UOL) O habitat das abelhas é bastante diversificado e inclui savana, florestas tropicais, deserto, regiões litorâneas e montanhosas. Essa grande variedade de clima e vegetação acabou originando diversas subespécies ou raças de abelhas, com diferentes características e adaptadas às diversas condições ambientais. A diferenciação dessas raças não é um processo fácil, sendo realizado somente por pessoas especializadas, que podem usar medidas morfológicas ou análise de DNA. (Fonte: EMBRAPA)

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