Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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NOVA LÂMPADA FEITA DE PLÁSTICO É APOSTA PARA O FUTURO DA ILUMINAÇÃO

* Cientistas americanos afirmaram ter desenvolvido um novo tipo de sistema de iluminação que poderia substituir as tradicionais lâmpadas fluorescentes no futuro. Feita de camadas de plástico, a nova fonte energética é considerada mais econômica, além de produzir uma luminosidade superior a de produtos disponíveis no mercado. Os inventores acreditam que as primeiras unidades serão produzidas já no ano que vem. A nova fonte de luz aposta em uma tecnologia chamada, em inglês, de “Fipel”. A lâmpada usa três camadas de um polímero que contém um pequeno volume de nanopartículas que “se aquecem” quando a corrente elétrica passa através delas. O inventor do dispositivo é o cientista David Carroll, professor de física da Universidade Wake Forest, no estado americano da Carolina do Norte. Segundo ele, o grande diferencial da nova lâmpada de plástico é a sua flexibilidade, além de emitir uma luminosidade superior à dos bulbos fluorescentes que se tornaram populares nos últimos anos. Carroll explica que, diferentemente das lâmpadas fluorescentes, “cujo espectro de luz não se assemelha ao do sol”, sua invenção “acomoda-se ao olho humano, evitando as dores de cabeça típicas da luz fria”. Nos últimos anos, pesquisadores concentraram esforços em desenvolver novas lâmpadas que combinassem maior autonomia e qualidade. Uma das invenções recentes mais bem sucedidas foram as LEDs, usadas em aparelhos eletrônicos e também na iluminação pública. Mais avançadas, as LEDs orgânicas, chamadas de OLEDs, também surgiram em meio a promessas de maior eficiência e melhor qualidade em relação às velhas e tradicionais lâmpadas incandescentes. “Descobrimos um jeito de criar luz sem sobreaquecer a lâmpada. Nossos dispositivos não contêm mercúrio nem materiais químicos cáusticos, e não quebram tão facilmente porque não são feitos de vidro”, explica. Carroll afirma que a nova lâmpada é barata de ser produzida em larga escala, e já possui um “parceiro” interessado em fabricá-la ainda em 2013. O pesquisador diz, ainda, que testes de laboratório revelaram que a vida útil de seu invento pode ser de até dez anos. (Fonte: G1)

CLIMA EXTREMO É O NOVO NORMAL, DIZ SECRETÁRIO GERAL DA ONU

* O clima extremo é o novo normal e representa uma ameaça à raça humana, disse na terça-feira (4) o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, enquanto tentava reviver as negociações globais para combater a mudança climática, atualmente em um impasse. A intervenção de Ban ocorre em um momento em que os esforços para aprovar uma ampliação simbólica do Protocolo de Kyoto parecem vacilar. O Protocolo de Kyoto é um tratado que obriga cerca de 35 países desenvolvidos a cortar suas emissões de gases de efeito estufa. Em um discurso feito aos representantes de quase 200 países reunidos em Doha, Ban afirmou que o degelo do Ártico que deve atingir um nível recorde este ano , as supertempestades e a elevação do nível das marés são sinais de uma crise. “O anormal é o novo normal”, disse ele aos delegados presentes ao encontro iniciado em 26 de novembro que segue até 7 de dezembro. Ele afirmou que os sinais de mudança estão aparentes em todo lugar e “dos Estados Unidos à Índia, da Ucrânia ao Brasil , a seca dizimou lavouras essenciais no mundo”. “Ninguém está imune à mudança climática – rico ou pobre. Esse é um desafio existencial para toda a raça humana, nosso modo de vida, nossos planos para o futuro”, afirmou ele. Exortando as nações a deixarem de lado a apatia e se tornarem mais ambiciosas, ele afirmara mais cedo que a supertempestade Sandy , que atingiu o Caribe e os EUA há um mês, “nos deu um chamado de alerta”. O fracasso para aprovar a extensão do pacto de Kyoto tem prejudicado os esforços para estabelecer as bases de um novo acordo global, sob os auspícios da ONU, que deverá ser aprovado em 2015 para entrar em vigor a partir de 2020. (Fonte: Portal iG)

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