Terça-Feira, 25 de Julho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) descobriram uma maneira de aproveitar parte do lixo despejado no esgoto. Para reutilizar a areia coletada do local, por exemplo, foram experimentadas diversas misturas para fazer concreto. Nesse caso, a economia na compra de uma tonelada de areia pode chegar a R$ 500 por mês. A técnica funciona como uma grande peneira. O tratamento começa com a retirada do lixo na rede de esgoto. Durante quatro anos, os pesquisadores estudaram esses materiais na estação de tratamento de São Carlos. Cerca de 15% do que aparece durante a limpeza são plásticos, tecidos, papeis e até preservativos. “A estação precisa ou encaminhar esses resíduos para um incinerador ou implantar um. A queima desses resíduos vai gerar energia que pode ser utilizada nos próprios equipamentos do processo de tratamento da estação”, disse a pesquisadora da USP Nayara Borges. Para isso, a areia é separada de outros materiais e encaminhada para testes em laboratório. Dessa forma, foi constatado que seria possível produzir energia colocando os dejetos em um incinerador. Cada tonelada de lixo queimado é suficiente para, por exemplo, manter um chuveiro ligado por 30 minutos durante um mês. Para reutilizar a areia coletada do esgoto, os pesquisadores testaram várias misturas para fazer concreto, entre elas a areia comercial, pedra brita e cimento. Assim, verificaram que o cilindro feito com essa receita é resistente: cada centímetro quadrado suporta até 120 quilos. “Os testes indicaram que a proporção de 70% da areia residual somada a 30% da areia comercial têm uma resistência adequada para a utilização de concreto para fins não estruturais, como guias, sarjetas, calçadas e outros usos”, explicou Nayara. Retirando-se a pedra brita e acrescentando o cal, também é possível criar argamassa para revestimento, uma alternativa que, além de evitar a poluição do meio ambiente, é mais econômica. (Fonte: G1)


A Luta contra o Aquecimento no Ártico

França, Noruega e Mônaco pediram nesta terça-feira (17) uma ação imediata contra as mudanças climáticas, durante uma conferência realizada em Paris sobre o Ártico - “posto avançado” do aquecimento global. O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, lembrou que na região o aquecimento é duas vezes mais rápido do que em outros locais. “Os ecossistemas do Ártico podem mudar completamente [...] Se nós continuarmos a perturbá-los, eles poderiam contribuir para o aumento das temperaturas, isto é, um cenário catastrófico”, disse o ministro. “Facilitar a conclusão de um acordo universal e ambicioso, esta é a missão da França” para a conferência sobre o clima prevista para dezembro em Paris. “A tarefa é enorme, mas a esperança é real”, ponderou. (Fonte: UOL)

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