Terça-Feira, 23 de Maio de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Mais uma notícia alarmante foi anunciada nesta terça feira, agora pela Organização da ONU para a alimentação e a Agricultura (FAO). A escassez de água afetará dois terços da população mundial em 2050 devido ao uso excessivo de recursos hídricos para a produção de alimentos. Esta é uma das conclusões do relatório “Para um futuro com segurança hídrica e alimentícia”, elaborado pela FAO e apresentada no segundo dia do VII Fórum Mundial da Água (FMA), realizado em Daegu, na Coreia do Sul. Vale lembrar que atualmente, 40% da população do planeta sofre com a escassez de água. Em nosso município, por exemplo, durante o verão, a população seguidamente sofre com as intensas mudanças climáticas que acarretam grandes períodos de seca. O agravante nesta situação, é que o crescimento do problema, segundo a FAO, existirá pelo “sobreconsumo de água para a produção de alimentos e a agricultura”. A organização ressalta que atualmente há várias zonas do planeta onde é utilizada mais água subterrânea e não há tanta reposição de forma natural.

Governos precisam atuar com urgência

É fato que os governos de todo o mundo deveriam atuar “para assegurar que a produção agrícola, criadora de gado e pesqueira sejam realizadas de forma sustentável e contemplem ao mesmo tempo a salvaguarda dos recursos hídricos”. É preciso que se perceba que a segurança alimentar e a segurança hídrica são indissociáveis. Desenvolvendo os enfoques locais e com os investimentos adequados, os líderes mundiais poderão assegurar que haverá suficiente volume, qualidade e acesso à água para garantir a segurança alimentar em 2050 e além.


Urso Polar no Brasil

Aurora e Peregrino, dois ursos polares, desembarcaram no Brasil em dezembro e se transformaram nos primeiros animais de sua espécie a serem apresentados no país. Nascidos na gélida Rússia, os mamíferos aterrissaram durante o verão no aquário de São Paulo, o maior da América Latina. Apesar do contraste climático entre os dois países, Aurora e Peregrino, que juntos pesam 730 quilos, conseguiram se adaptar sem dificuldades a sua nova casa, de 1.500 metros quadrados e climatizada com temperaturas que variam entre 15 e 5 graus abaixo de zero. Até migrarem, os ursos polares viviam em um zoológico na cidade russa de Kazan, onde o espaço não era suficientemente grande para o desenvolvimento adequado.

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