Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


O Cantinho Ecológico dedica hoje uma justa homenagem para elas que são as flores mais bonitas do jardim de nossas vidas: as mamães. Na natureza muita curiosidade rodeia as relações entre mães e filhos. Vamos conhecer algumas bem estranhas... Os elefantes africanos ficam grávidos por 22 meses antes de terem seus filhotes. Esse é o maior período de gestação do reino animal. Embora carregar bebês por tanto tempo seja uma tarefa bastante difícil, tem outro bicho que se supera no quesito “mamãe que aguenta muito tempo”: os orangotangos chegam aos 50 anos de vida, e cuidam de seus filhotes até eles antigirem nove anos de idade. Tirando os seres humanos, esse é o período de cuidado mais longo dos primatas até que os pupilos possam ter vida própria. Outra mamãe que merece uma menção honrosa é a rã flecha que depois de colocar até cinco ovos os observa até eclodirem, carrega seus girinos, um por um, nas costas, do chão da floresta tropical até árvores com altura de 30 metros, encontra piscinas individuais de água nas folhas da copa da árvore para cada um de seus bebês e cria viveiros seguros e individualizados, alimentando cada um dos seus filhos com seus próprios óvulos não fertilizados ao longo de seis a oito semanas para que eles cresçam em sapos jovens sem ter de comer uns aos outros.
Dar um bebê para a adoção nem sempre é uma atitude bem vista entre os humanos, mas para os cucos é regra: a mamãe cuco, disfarçadamente, põe os seus ovos no ninho de outro pássaro. Mas é tudo para o bem de sua prole. Ao fazer isso, o outro pássaro (geralmente uma espécie menor) pensa que o filhote é dele e assume o encargo de criar o pinto. O filhote de cuco geralmente choca antes e cresce mais rápido que os outros filhotes menores, forçando-os para fora do ninho, onde eles morrem. Em seguida, o cuco recebe toda a atenção de seus pais adotivos, o que lhe dá chances muito maiores de sobrevivência. Assim como outros animais que precisam engordar para poder ter um filho, a mamãe ursa tem que ganhar 200 quilos (através de gordura de foca) para ser capaz de engravidar. Isso porque ela vai passar depois por um jejum de oito meses e ainda assim prover para seus filhotes um leite rico em gordura. Até mesmo a galinha tira algo do seu corpo se necessário: criar uma quantidade infinita de carbonato de cálcio para seus ovos é uma tarefa difícil, portanto, se as galinhas não adquirem cálcio o suficiente em sua dieta, elas literalmente dissolvem seus próprios ossos para criarem as habitações de seus bebês. As mamães focas cuidam de suas crias apenas durante os primeiros doze dias de vida dos pequeninos, e depois desse período, as mães simplesmente abandonam os filhotes, deixando-os supervulneráveis ao ataque de predadores. Os coitados precisam se virar sozinhos durante aproximadamente mês e meio, período no qual eles perdem cerca de metade de seu peso corporal. Passado esse intervalo de jejum, eles finalmente estão prontos para nadar e começar a capturar suas próprias presas. Com uma “infância” difícil desse jeito, não é a toa que pelo menos 30% dos filhotes de foca não sobreviva ao primeiro ano de vida. (Fonte: megacurioso.com.br)

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