Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


Meio Ambiente também é cultura humana: Os italianos e suas influências em nossas vidas.
Nessa semana comemoram-se os 140 anos da chegada dos imigrantes italianos no RS. Como todos os brasileiros, somos uma bela mistura de culturas e etnias. Para valorizar o outro é necessário sempre conhecer suas características e saber admirar as contribuições dos diferentes povos que formaram nossa identidade. As primeiras colônias italianas nasceram nas serras gaúchas. Esses imigrantes eram em sua maioria do Vêneto, Norte da Itália. Os italianos se espalharam por várias partes do Rio Grande do Sul principalmente em serras e regiões altas, porque as terras baixas já estavam povoadas por imigrantes alemães. Nessas terras, os imigrantes italianos começaram a cultivar uvas e a produzir vinhos. Os imigrantes italianos foram responsáveis pela introdução de um dos maiores símbolos do gaúcho: a gaita piano (de teclas), que tanto anima os fandangos do Rio Grande do Sul. Muitas das danças gaúchas tiveram suas origens com os imigrantes italianos, como por exemplo, o xote de quatro passos. As casas dos imigrantes italianos eram construídas com tábuas largas e pesadas, no tamanho de dois andares (com até 8 metros de comprimento). A típica construção dos imigrantes italianos era dividida em: Subterrâneo, subtérreo popularmente denominado de porão, geralmente aproveitando o declive do relevo, construído de paredes de pedra e piso de chão batido. Um local com temperaturas naturalmente mais baixas, destinado a guarda de bebidas como o vinho, cachaça, graspa, vinagre, sucos e outros. O porão ainda conservava alimentos como o salame, ossocolo, figadei, cudigüim, costelinhas de porco, toucinho, leite, queijo, nata, peixe seco, ovos, carne de gado seca, geléias, chimier, melado, mel... e outros produtos.

As moradias eram compostas de muitos dormitórios em função do elevado número de filhos. A sala tinha capacidade de acolher várias famílias vizinhas ao mesmo tempo, para as rezas noturnas, quando da visita do Santo ou Nossa Senhora, que circulavam nas famílias. A sala além de suas funções sociais já citadas se constituía no local onde as filhas da família namoravam. Dois ou três casais de namorados usavam a sala ao mesmo tempo, aos sábados à noite e aos domingos de tarde até certa hora da noite. Os galpões eram destinados a guarda de ferramentas, equipamentos de trabalho, carretas e gêneros agrícolas ainda não beneficiados. É comum nas refeições dos italianos encontrarmos pão no café da manhã e em todas as demais refeições. No jantar, a famosa minestra, sopa de feijão com arroz, macarrão e carne do porco. O almoço - principalmente o dos domingos - é de mesa farta: sopa de agnoline para abrir o apetite, salada de radici com bacon, fortaia (omelete de queijo), nhoque, massa ao molho de tomate e, sempre polenta. Sobremesas há muitas, e os doces são gostosos, mas italiano que se preza não dispensa o sagu de vinho. Dentre as inúmeras contribuições italianas à cultura brasileira podemos citar novas técnicas agrícolas, o uso do “tchau” (ciao) em todo o Brasil, pratos que foram incorporados (pizzas, spagueti e o hábito de comer panetone no natal), novas palavras (paura, polenta, etc.), o enraizamento do catolicismo, incorporando elementos italianos na religião brasileira, etc. Graças ao povo italiano a Serra Gaúcha recebe o reconhecimento de maior produtora de vinhos, sucos e espumantes do país bem como possui, orgulhosamente, um dos principais polos metalmecânico do Brasil. Buona settimana a tutti!!!!!!

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