Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


As chuvas não param e o assunto “água” acaba sempre entrando na pauta de minha coluna semanal. Hoje, chega à notícia de que mais da metade dos principais aquíferos subterrâneos do mundo estão se esgotando a um ritmo alarmante, segundo um estudo com novos dados captados por satélites da Nasa. O estudo, divulgado nesta quarta-feira pelos meios de comunicação, diz que 21 das 37 maiores reservas subterrâneas do planeta perderam mais água do que receberam durante uma década de observação, entre 2003 e 2013. Dessas 21 reservas, há 13 que experimentaram no período de análise fortes declives em seus níveis de água. Estes aquíferos subterrâneos fornecem 35% de água usada pelos seres humanos, por isso que a situação “é bastante crítica”, nas palavras de Jay Famiglietti, cientista da Nasa e pesquisador da Universidade da Califórnia. Graças aos dados dos satélites Grace da Nasa, que captaram as mudanças nos níveis de água dos aquíferos entre 2003 e 2013, os cientistas descobriram que as reservas em pior situação estão em regiões pobres e muito povoadas, como o noroeste da Índia, Paquistão e o norte da África. E os especialistas alertam que a mudança climática e o crescimento da população contribuirão para piorar ainda mais a situação destes aquíferos subterrâneos. (Fonte: Terra)

Japão inaugura monumento em homenagem a insetos mortos por humanos

Eis que surge uma ideia louvável e digna de reflexão. Um novo monumento inaugurado em um templo no Japão pretende homenagear insetos mortos pelos humanos. A escultura retrata uma criatura de grandes proporções em formato de besouro escalando uma pedra, cercada por malhas de arame. O prestigiado escritor Takeshi Yoro é o homem por trás da ideia, impulsionada, segundo ele, por seu amor aos insetos. Yoro diz esperar que o monumento console as almas dos insetos que ele já matou, e que envie um mensagem de conscientização à sociedade. “Espero que as pessoas tenham total noção do que seria de nós sem os insetos”. Na cidade americana de Enterprise, no Estado do Alabama, nos Estados Unidos, uma escultura chama atenção. Trata-se do “Bicudo-do-algodoeiro”, no que a cidade chama de “o único monumento do mundo em homenagem a uma peste natural”. A estátua, que retrata uma mulher segurando um enorme besouro, foi construída em 1919, por “profundo apreço” pelos estragos causados pelo inseto nos algodoeiros da região. Os cidadãos alegam que, ao abandonarem a produção da fibra branca, os agricultores passaram a plantar outros alimentos, gerando prosperidade para a cidade. (Fonte: G1)

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