Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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CÓDIGO FLORESTAL

Após acordo entre governo e uma parcela da bancada ruralista, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o texto principal da versão da medida provisória do Código Florestal que beneficia médios produtores. A MP, enviada pelo Executivo, visa compensar vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff ao novo Código Florestal. A proposta agora segue para apreciação no Senado. Para viabilizar a votação, o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), teve que ceder e não se opor à versão aprovada na comissão especial. A versão aprovada pela comissão especial beneficia os médios produtores por prever que, nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais com cursos de água de até 10 metros de largura, a recomposição de mata ciliar será de 15 metros. A redação original do governo era mais rígida e determinava recomposição de 20 metros em propriedades de 4 a 10 módulos. O deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR), ex-ministro da Agricultura, afirmou que a maioria dos ruralistas já aceita a possibilidade de Dilma vetar o artigo que reduziu a taxa de reflorestamento de médios produtores. Antes, a bancada ruralista condicionava a votação do Código Florestal a uma garantia de que a presidente não vetaria a flexibilização para propriedades entre 4 e 15 módulos fiscais.

BOTO-COR-DE-ROSA

O presidente da Bolívia, Evo Morales, promulgou nesta terça-feira (18) uma nova lei que protege o boto-vermelho (Inia geoffrensis) no país, conhecido como golfinho de água doce e animal ameaçado de extinção, e o declara como Patrimônio Natural do Estado Plurinacional. Segundo a “Agência Boliviana de Informações”, órgão oficial do governo, Morales afirmou que é obrigação do país e das Forças Armadas proteger as espécies animais de toda a Bolívia. O boto, também conhecido como boto-cor-de-rosa, é encontrado na Amazônia e é considerado um dos maiores golfinhos de rio. Em média, os machos chegam a medir 2,55 metros e podem pesar até 180 kg. Já as fêmeas podem medir até 2,16 metros e seu peso fica próximo dos cem quilos. A organização ambiental União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) não dispõe dados sobre a vulnerabilidade do boto-vermelho no mundo. Na Amazônia Brasileira, a alta taxa de mortalidade deste mamífero preocupa cientistas e ambientalistas. Baseado em trabalhos feitos por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é possível estabelecer que a população de botos diminui 10% ao ano. (Fonte: Globo Natureza)

ÁRTICO

O Ártico perdeu em média 91,7 mil km² de gelo por dia em agosto, informou nesta terça-feira (18) a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). O derretimento diário aproxima-se da extensão de Pernambuco, com 98 mil km² de território, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A OMM anunciou ainda que a temperatura global média foi de 16,2 ºC em agosto. No dia 26 de agosto, a agência espacial americana (Nasa) registrou recorde no derretimento da camada de gelo que cobre o Oceano Ártico. Trata-se do maior degelo anunciado desde o início do monitoramento via satélite da região, iniciado em 1979. A última vez em que um derretimento tão grande ocorreu foi em 18 de setembro de 2007, e ainda assim havia mais massa polar do que a registrada pela Nasa no fim de agosto. A camada de gelo chegou a 4,1 milhões de km², 70 mil km² a menos do que a medição em 2007, quando a extensão do gelo no Ártico era de 4,17 milhões de quilômetros quadrados. A persistente perda de cobertura de gelo é preocupante e ocorreu mais cedo do que o previsto, apontam cientistas da agência. A previsão de pico de derretimento é o mês de setembro, aponta a Nasa. (Fonte: Globo Natureza)

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