Sábado, 16 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


Há milhares de anos, o homem aprendeu a usar a força do vento em seu benefício. Uma das primeiras utilidades foi, talvez, o barco à vela que, com essa força, dispensava os remos. O funcionamento de um moinho de vento, criado pelo homem, é mais simples do que se imagina. A ação do vento faz girar uma roda de pás no alto do moinho, tal como um cata-vento gigante. Porém, essa roda de pás está presa a um eixo vertical, que, por meio de um sistema de engrenagens, aciona outro eixo, dessa vez horizontal, cujo movimento giratório pode realizar algum trabalho útil, como, por exemplo, moer os grãos de trigo que vão servir para fazer o pão do seu café da manhã. A versão do século XX para os antigos moinhos de vento são as turbinas eólicas. Uma turbina é qualquer máquina que transforme a energia de um líquido ou gás (que pode ser o ar) em um trabalho útil. As turbinas eólicas ganharam importância na década de 1970, quando o preço do petróleo e de seus derivados, como a gasolina e o óleo diesel, estava muito alto. Uma grande vantagem da eletricidade gerada por energia eólica é o fato de ela ser quase tão barata quanto aquela produzida por usinas hidrelétricas, que geram energia a partir de quedas d’água. As turbinas eólicas não poluem o ar, nem usam recursos naturais que podem se esgotar, como o carvão e o petróleo. Também não geram qualquer lixo perigoso para o meio ambiente, como as usinas nucleares.

Mas se a energia eólica é barata e menos poluente, por que o ser humano não abandona as outras formas de geração de eletricidade? A resposta está no único e grande defeito de se utilizar a energia eólica: o vento, às vezes, para. Sabendo disso, o ideal é ter um pouco de cada tipo de geração de eletricidade. Assim, naqueles dias sem vento, ninguém correrá risco de ficar sem luz. E poderá aproveitar para dar aquele chute direto para o gol, sem nenhum vento para atrapalhar... (Fonte: Projeto Araribá)

Como é a energia eólica no Brasil

* O Brasil, com os ventos que sopram quase sem parar em todo o seu extenso litoral, não poderia deixar de aproveitar a energia eólica. Aqui, onde até bem pouco tempo atrás a energia do vento só era usada em alguns moinhos para bombear água, já existem modernas turbinas eólicas na cidade de Olinda, em Pernambuco, na cidade de Osório, no Rio Grande do Sul e na ilha de Fernando de Noronha. A turbina de Olinda gera energia elétrica suficiente para iluminar a parte externa de dez prédios ou monumentos históricos. Já a turbina eólica de Fernando de Noronha garante o abastecimento de energia elétrica de uma em cada dez casas na ilha.

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