Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


* Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

* Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os. (Vinícius de Moraes)

ESPÉCIES AMEAÇADAS SE REPORDUZEM EM ZOOLÓGICO DA SERRA

* Aves em extinção estão se reproduzindo no Zoológico de Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul. Filhotes de espécies raras, como papagaios-charão, maracanãs-verdadeiro e cardeais-amarelo nasceram durante a primavera, cresceram e chegaram saudáveis ao verão. Com sério risco de desaparecer, o papagaio-charão vive apenas no Rio Grande do Sul e tem as penas com as cores da bandeira do estado: verde, vermelho e amarelo. Foi eleita a ave-símbolo de Gramado. “O papagaio-charão é endêmico do Rio Grande do Sul. Só ocorre aqui. A espécie se reproduz uma vez ao ano e o nascimento em cativeiro comprova o bem-estar das aves que vivem no zoo”, diz o veterinário Renan Stadler. O veterinário também cita o nascimento de dois filhotes de cardeal-amarelo. O zoo realiza um projeto para salvar a espécie que está praticamente extinta em vida livre. “Estamos obtendo resultados positivos com o projeto. Estamos trabalhando para salvar o cardeal-amarelo, que é uma vítima do tráfico de animais”, frisa. Outro nascimento aguardado é o dos pinguins-de-magalhães. O casal da espécie faz revezamento para chocar os ovos, e a expectativa é que os filhotes nasçam nas próximas semanas. Segundo a equipe de veterinários, a reprodução de pinguins em zoológico é inédita no Brasil. Antes, havia sido registrada apenas em aquários do estado de São Paulo. “Em cativeiro, tivemos apenas três no Brasil. Já em zoológicos é a primeira vez que ocorre”, garante a técnica em veterinária Christina Capalbo. Fonte: G1)

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