Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Mudança climática cria condições sem precedentes para o fenômeno El Niño
A mudança climática criou condições sem precedentes para o atual fenômeno El Niño, que terá seu período de maior intensidade entre outubro e janeiro, afirmaram nesta terça-feira especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Os prognósticos do aquecimento da superfície do mar nas áreas do centro e do leste do Pacífico tropical apontam que o El Niño que está em desenvolvimento provavelmente será um dos quatro mais fortes desde 1950. Os fenômenos anteriores mais potentes foram os registrados nos períodos entre 1972/1973, 1982/1983 e 1997/1998. Os modelos utilizados indicam que as temperaturas se manterão pelo menos dois graus acima do normal e que inclusive poderiam subir um pouco mais. Os efeitos de El Niño já são sentidos em algumas regiões do mundo de maneira muito variada e serão mais patentes nos próximos quatro a oito meses, segundo a OMM, uma agência científica das Nações Unidas. De maneira geral, este fenômeno climático pode provocar fortes precipitações - e por conseguinte, inundações - na América Latina, Ásia, Oceania e África, com episódios de secas em outras áreas destas mesmas regiões. Segundo os especialistas, na situação atual - com a influência do degelo no Ártico e o aquecimento do Pacífico tropical – “não sabemos o que acontecerá, se ambos padrões reforçarão um a outro, se anularão, atuarão em sequência ou influirão em distintas regiões do planeta”. (Fonte: Terra)

Aquecimento climático continua a aumentar
Os objetivos de redução dos gases de efeito estufa, anunciados até agora em nível mundial, levariam a um aquecimento climático “bem superior a 2 graus”, limite fixado pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo estudo divulgado na quarta-feira (2) em Bonn (Alemanha).
O mundo continua em trajetória de subida de 2,9 a 3,1 graus até 2100, informa o Climate Action Tracker (CAT), organismo que integra quatro centros de investigação e que analisa as emissões e os compromissos dos países, no estudo divulgado paralelamente às negociações preparatórias à Conferência de Paris sobre o Clima. A Conferência de Paris sobre o Clima, marcada para dezembro, visa a obter um acordo para limitar o aumento da temperatura mundial a 2 graus. Segundo os cientistas, um aquecimento além desse limite terá consequências irreversíveis. Os dez principais emissores de gases de efeito de estufa que ainda não divulgaram os seus objetivos são: Índia, Brasil, Irã, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Tailândia, Turquia, Ucrânia e Paquistão. Eles são responsáveis por 18% das emissões em nível mundial. (Fonte: Agência Brasil)

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