Segunda-Feira, 24 de Abril de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


A Bioética
Devemos clonar um ser humano? Podemos usar células de embriões em fase inicial de desenvolvimento para o tratamento de doenças? Seria ético que os pais escolhessem o sexo e outras características da criança? Uma pessoa deve ser informada se um teste genético indicar que ela poderá desenvolver uma doença incurável no futuro? Empresas e companhias de seguro têm direito de realizar testes genéticos em seus funcionários ou em candidatos a um emprego para detectar doenças que poderão se desenvolver no futuro? A bioética estuda esses e outros problemas éticos ligados às pesquisas em biologia e medicina e às suas aplicações. Ela discute, portanto, as implicações morais (o que é certo, o que é errado) das aplicações da medicina e da biotecnologia. Procura também estabelecer normas que devem ser seguidas por todos. Em toda essa discussão, é importante lembrar que as aplicações das descobertas científicas precisam ser discutidas por toda a sociedade e, para isso, todos devem estar bem informados sobre essas aplicações para que possam tomar decisões sobre seu uso. Não podemos nos esquecer de que o cientista, como todos nós, precisa ter compromissos sociais e éticos, e respeitar valores e direitos humanos. Além disso, para resolver muitos dos problemas atuais, não bastam pesquisas científicas: é necessário investir mais em educação, saneamento básico e serviços de saúde. (Fonte: Projeto Teláris)

O aconselhamento genético
A avaliação dos riscos de uma pessoa ou casal ter um bebê com um problema genético é feita pelo médico geneticista, que também pode informar sobre a evolução, o tratamento e as opções para lidar com o problema. Esse profissional pode analisar a história familiar da doença, pedir diversos exames e até mesmo exames de cromossomos e testes genéticos. Muitas vezes os genes apenas aumentam o risco da doença, e a pessoa só precisa tomar certas precauções. Por exemplo, mulheres com propensão ao câncer de mama devem realizar exames periódicos com mais frequência. A identificação de vários genes permitiu desenvolver testes genéticos para a detecção precoce de algumas doenças. Para as doenças tratáveis, esses testes são, sem dúvida, muito importantes. Outras vezes, porém, o teste acusa uma doença genética fatal, que ainda não tem cura e que só se manifesta depois de certa idade, como é o caso da doença de Huntington. Nessas situações, a decisão de realizar o teste pode ser muito difícil. Há ainda o problema de garantir a privacidade da pessoa e impedir que empresas discriminem candidatos a vagas por terem propensão a determinadas doenças.

COMENTÁRIOS ()