Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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O risco da proliferação de pombos

O pombo doméstico e o pombo-correio são uma variedade do pombo das rochas do mediterrâneo, Columba livia. São encontrados no mundo todo, exceto nas regiões polares. Já eram criados há 5.000 anos pelos asiáticos. Chegaram ao Brasil trazidos por imigrantes europeus, no século XVI, como ave doméstica, adaptando-se muito bem aos grandes centros urbanos, devido à facilidade de encontrar alimento e abrigo. Utilizam como abrigo locais altos, como torre de igreja, forro de telhado, topo e beirais de edifícios, vãos de instalação de ar-condicionado, etc. Escolhem estes locais estrategicamente, de modo que possam usá-los como abrigo e ponto de observação de sua vizinhança e da fonte de alimento. A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos. Em locais onde há fartura de alimentos, ocorre aumento da reprodução e, portanto, aumento da população. Se há escassez, a população de pombos se mantém em equilíbrio. Devido a sua imagem estar ligada a símbolos como paz, amor e religião, e ter sua proteção e livre reprodução garantidas pelos próprios moradores das cidades e pelas leis ambientais, sua população vem crescendo e trazendo transtornos ao ambiente e à saúde pública.

A infestação de piolhos de pombos demonstra o transtorno que a proliferação dessas aves pode causar. De acordo com veterinários, o extermínio não soluciona o problema. A solução é não criar condições para que os pombos se procriem, o que não é feito pela maior parte da população. Ao alimentarmos estas aves nas ruas e praças, estamos contribuindo para a proliferação das mesmas. Para reduzirmos a população de pombos de uma determinada área, devemos combater quatro “As”: alimento, água, abrigo e acesso. Sem essas condições, os pombos têm que buscar outras áreas para sobreviver, fazendo um controle natural da sua população. Saiba um pouco das principais doenças transmitidas por pombos:

Através da inalação da poeira contendo partículas de fezes de pombos contaminados:

Criptococose: Doença causada por um fungo (Cryptococcus neoformans). Seus sintomas são febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer dor de cabeça, sonolência, rigidez da nuca, confusão mental e micose. Histoplasmose: Doença causada por um fungo (Histoplasma capsulatum). Seus sintomas são febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia e micose. Pode haver uma infecção sem sintomas. Ornitose: Doença causada por uma bactéria (Chlamydia psittaci). Doença infecciosa aguda cujos sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e tosse. Salmonelose: Doença causada por bactérias do gênero Salmonella através da ingestão de alimentos com partículas de fezes de pombos contaminados. Seus sintomas são febre, diarreia, vômitos e dores abdominais. Alergias: Causadas por ácaros, através do contato com os mesmos provenientes dos pombos ou de seus ninhos, causando irritação e pruridos de pele, além de coriza. Em crianças e idosos, é comum bronquite asmática alérgica.

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