Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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Pássaros em risco de extinção no Brasil são devolvidos à natureza

Biólogos soltaram vinte pássaros, que correm risco de extinção, em uma reserva ambiental de Lençóis Paulista (SP), nesta quarta-feira (11). Depois de dois anos de estudos, apoiada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, os pássaros bicudos foram devolvidos à natureza. O animal corre risco de extinção no Brasil e para evitar a extinção, biólogos começaram nesta quarta-feira a repovoar o meio ambiente com o pássaro, que foi considerado extinto no território paulista no ano passado. O último registro da ave solta na natureza no Estado de São Paulo era de 1908. Os vinte bicudos devolvidos à natureza foram doados aos pesquisadores, mas antes de serem soltos eles passam por um período de adaptação em viveiros. As aves serão monitoradas por um ano, segundo o coordenador da pesquisa Luís Silveira. “O nosso objetivo aqui é que esse estudo sirva de modelo para que seja aplicado em outras áreas do Estado de São Paulo e em outras áreas do Brasil para que não só os observadores de aves, mas os amantes da natureza também tenham a oportunidade de poder ouvir o bicudo na natureza, que é realmente uma experiência inesquecível.” Os pesquisadores estimam que, no Brasil, existam apenas duzentos bicudos soltos na natureza. Já em cativeiro, são 50 mil aves, que são usadas para disputar campeonatos de canto. A criação é autorizada pelo Ibama. (Fonte: G1)

Embrapa cria plástico biodegradável que pode ser produzido em minutos

A Embrapa desenvolveu um plástico biodegradável que pode ser produzido em escala e em poucos minutos. Feita à base de açúcares e sem aditivos químicos, a nova película se parece com a tradicional, mas demora apenas um mês para ser decomposta, não mais 100 anos. Coordenador do estudo, Luiz Henrique Mattoso explicou o produto. “São várias moléculas de açúcares e, por isso, o plástico tem a característica de ser biodegradável por microorganismos que geralmente digerem açúcares”, afirmou, complementando que a fabricação é mais econômica do que a tradicional. Segundo ele, o plástico pode ser produzido em temperaturas e pressões menores que os sintéticos, gerando redução de energia elétrica. Para o engenheiro de alimentos Francys Moreira, o maior ganho da pesquisa foi a redução do tempo de processo. “Antigamente, a gente conseguia fazer pedaços pequenos do material em dias e hoje a gente consegue fazer uma quantidade de material comparável ao que é feita para os plásticos comerciais e em um tempo muito curto, menos de 10 minutos”, informou. De acordo com os pesquisadores, o material despertou o interesse de algumas empresas e a expectativa é de que esteja disponível no mercado em dois anos, contribuindo para a redução de resíduos.

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