Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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El Niño ganha força e será um dos três piores da história
O fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados, segundo afirma a OMM (Organização Meteorológica Mundial). Por ser conectado ao clima global – associado à secas, tempestades e inundações em outros lugares – essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas já está “forte e maduro” em novembro. O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes. Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98. Segundo a entidade, o mundo está mais bem preparado para enfrentar esse El Niño do que em anos anteriores, e os países mais afetados já estão se antecipando a possíveis impactos na agricultura, nos recursos pesqueiros, na água e na saúde. Planos de gerenciamento de desastres estão sendo renovados. Esse El Niño, que é um fenômeno natural, e a mudança climática, alimentada por humanos, vão interagir e modificar um ao outro de maneiras que nunca experimentamos. Mesmo antes do início do El Niño, temperaturas médias de superfície na Terra já estavam batendo recordes. O El Niño está elevando o calor ainda mais.

Rússia detalha achado inédito de leões-das-cavernas de 12 mil anos
Cientistas russos detalharam em uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (17), a descoberta de dois filhotes de leão-das-cavernas com a carcaça totalmente preservada. Estima-se que a espécie, cujo nome científico é Panthera spelaea tenha sido extinta há 10 mil anos. Os fósseis surpreendentemente bem conservados foram encontrados por acaso, por uma empresa que tem licença para buscar presas de mamute no Distrito de Abyysky, que fica na República da Iacútia (também chamada de República Sakha) no norte da Rússia. Segundo os cientistas, os fósseis foram descobertos quando as margens do rio Uyandina colapsaram quando o nivel da água voltou ao normal depois de uma grande cheia no último verão. O evento fez com que parte do solo permafrost – constituido por gelo e rochas que ficam permanentemente congelados devido às baixas temperaturas da região – fosse exposto. Os fósseis foram colocados imediatamente em um ambiente refrigerado para evitar sua deterioração e foram enviados para os cientistas da Academia de Ciências da República de Sakha. O que mais surpreendeu os cientistas foi o grau de conservação dos exemplares: a pelagem, as pernas, a cauda, as orelhas e os olhos foram preservados. Até os bigodes podem ser claramente observados. Apesar de o período em que eles viveram não ter sido determinado com precisão, estima-se que eles possam ter mais de 12 mil anos. (Fonte: G1)

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