Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net


Congresso da Juventude

Tive o prazer de participar na noite da última quarta-feira de mais uma etapa do Congresso da Juventude organizado pela Secretaria Municipal de Educação e realizado no auditório da Societá. O evento contou com a participação de diversas autoridades e alunos da EJA e o nível das discussões e dos trabalhos apresentados foi de altíssima qualidade. O sentimento da maioria dos presentes, ao final do evento, era de grande satisfação por tudo aquilo que foi apresentado. Para que o leitor possa ter uma ideia do quanto nossos jovens estão engajados na luta pela melhoria da qualidade de vida da população, segue trecho elaborado pelos alunos Bruna Demétrio Alves, Elisa Bittencourt da Costa, Dionatan Mendes dos Santos e Rafael Luís L. dos Santos, da Escola Municipal Podalírio Inácio de Barcellos, com ênfase em sustentabilidade:


“A partir do momento em que as crianças representam o futuro de nosso planeta, nós, alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Podalírio Inácio de Barcellos representamos o recomeço, independente da fase de vida em que estamos vivendo”. Não podemos esquecer que no contexto familiar, devemos respeitar e reaproveitar os recursos naturais de maneira consciente. Ter cuidado com a água, com os alimentos, com a poluição e com a contaminação de nossos recursos é um dever de todos na luta contra a morte das diferentes espécies. Devemos saber que o que se planta é o que se colhe. Dinheiro não é tão necessário quando temos em mãos a possibilidade de criar animais e organizar uma horta em nossos quintais, garantindo assim uma sustentabilidade melhor para nossas famílias.

Em nosso município parece não haver em muitos casos uma maior valorização em termos de sustentabilidade. A postura omissa de muitas pessoas e o pensamento generalista de que “o problema não é meu” geram uma maior acomodação da comunidade para tentar resolver o problema, esperando sempre a ação do “outro”. Somos críticos mas não somos práticos. Da mesma forma, o consumismo impede que muitas pessoas se envolvam na prática do “cuidar”, do “cultivar”, de se “ter ideias” como a criação de hortas, a captação de água da chuva, o aproveitamento da luz solar, diminuindo assim os gastos em energia elétrica, por exemplo.

Percebemos deficiências no serviço de coleta seletiva em nosso município. A usina de reciclagem no Bairro Umbu não apresenta estrutura para a operação deste processo e da destinação dos dejetos. Talvez seja necessário um empenho maior da administração municipal para tentar solucionar ou minimizar este problema, destinando mais verbas, elaborando projetos mais eficientes, qualificando a fiscalização e a capacitação dos funcionários envolvidos. Entretanto, somos sabedores que a comunidade precisa ter uma consciência melhor e uma maior responsabilidade nesta dupla parceria com o poder público municipal. É preciso uma união dos esforços dentro das casas, das escolas e das instituições públicas e privadas para atingir melhores resultados.”

O que chama a atenção neste trecho do documento é justamente o quanto é perceptível para os nossos jovens o modelo atual de desenvolvimento, marcado pelo forte distanciamento entre o que se diz e o que se faz. Segundo eles, vivemos em uma sociedade caracterizada pela falta de responsabilidades individuais e pela omissão, na qual poucos fazem na prática aquilo que “aparentemente” acreditam. Nota 10 para os alunos. Agora é continuar este belo trabalho nas escolas. Uma ótima semana para todos.

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