Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


verdade@cpovo.net

(Foto: )


RETROSPECTIVA AMBIENTAL DE 2015
O ano de 2015 ficará marcado para sempre na memória dos brasileiros pela triste notícia da maior tragédia ambiental ocorrida em nosso país. Mais uma vez, não há muito o que comemorarmos neste ano que passou. O mundo se deparou com mobilizações populares e catástrofes sem precedentes, sejam elas naturais ou causadas pela ação do próprio homem. Aqui no município não foi muito diferente. Apesar da boa vontade de algumas pessoas, poucas foram ás prioridades e investimentos com o meio ambiente no ano que passou. Diante dos principais fatos divulgados pela imprensa local relacionados à questão ambiental, o “ônus tem sido muito maior do que o bônus” para nossa população. Entretanto, não podemos responsabilizar por inteiro o poder público por esta triste realidade, tendo em vista que a consciência de nossa população ainda está muito aquém daquilo que sonhamos. Notícias como a revitalização da Praça José Lutzemberger pela comunidade, noticiada neste jornal em sua última edição, nos permitem ainda acreditar nos seres humanos...

Entre os principais fatos que marcaram 2015, podemos destacar: a pesquisa publicada no periódico “Plos Pathogens”, que revela como a disseminação do mal do Panamá, praga provocada por um fungo, põe em risco a fruta mais popular do mundo (banana); o anúncio do Japão sobre a volta da matança das baleias no Mar da Antártica até o fim de março do ano que vem, após se comprometer com a suspensão dessa prática; a nuvem monstruosa de poluição que deixa em alerta a capital da China (Pequim) e o pedido das autoridades para a população não sair de casa para não piorar a situação; a conferência do Clima da ONU, que ocorreu 17 dias após os atentados terroristas em Paris, e que reuniu mais de 100 chefes de Estado; o anúncio da Agência Meteorológica do Japão de que o buraco da camada de ozônio registrou o quarto maior nível da história, que já havia sido alcançado em 1998; o tufão que atingiu o norte das Filipinas; a morte de um rinoceronte branco (agora só restam 4), aproximando ainda mais a espécie da extinção; o planejamento australiano de matar 2 milhões de gatos nos próximos cinco anos, com a alegação de preservar a vida selvagem; a morte de mais de 120.000 antílopes no Cazasquitão; a descoberta do primeiro peixe de sangue quente (opah), que em função do corpo aquecido faz com que o mesmo seja um predador de alto desempenho, por enxergar e nadar melhor; o recorde na concentração de CO2 na atmosfera, atingindo 400 partes por milhão no mês de março; o aumento em 195% do desmatamento na Amazônia, principalmente nos Estados do Mato Grosso (76%) e Amazonas (13%); o gelo marítimo do Ártico que atingiu o menor nível para um inverno, 1,1 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média de 1981 a 2010; o risco de extinção dos botos da Amazônia, o incêndio em dois tanques de combustível na cidade de Santos, onde a água usada para conter as chamas na região portuária alterou a temperatura e a saturação do oxigênio no mar, causando a morte de peixes e a terrível tragédia da cidade de Mariana, onde a recuperação do Rio Doce, atingido por uma onda de lama depois do rompimento da barragem de Samarco, vai levar pelo menos uma década.

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