Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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(Foto: )


MICROCEFALIA
Segundo Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, o Brasil já registrou 4.180 suspeitas de microcefalia desde o início da atual epidemia do vírus zika, associado a esse problema de desenvolvimento neurológico. Desses casos, porém, 462 foram descartados. Apenas 270 casos já tiveram diagnóstico confirmado, e outros 3.448 continuam em investigação. A região Nordeste tem 86% das notificações, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos em avaliação (1.125). Os outros oito estados mais afetados são (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119). De todos os estados do país, Santa Catarina é o único que, oficialmente, não tem nenhum caso de microcefalia, pois a única suspeita foi descartada. Acre, Amapá e Amazonas não fizeram levantamento. Apesar de os casos de microcefalia terem uma correlação grande com a presença do vírus, em poucos casos a zika é efetivamente diagnosticada nas gestantes. O governo tem confirmado a presença por PCR, um tipo de exame que detecta traços do material do vírus, mas o teste é caro e só encontra o vírus no momento da virose. Para detectar viroses passadas – que tenham prejudicado o desenvolvimento de um feto já nascido – é preciso submeter à mãe a exames de sorologia. Esse outro tipo de exame, que avalia o sistema imune do paciente – ainda não estão disponíveis na rede pública.

VACINA PODE LEVAR DEZ ANOS
Cientistas americanos que estudam o zika vírus advertiram que pode levar uma década até que sua vacina à doença esteja disponível ao público. O vírus, que já se espalhou por ao menos 21 países do continente, foi ligado à microcefalia em bebês, e nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por cientistas da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras, agora sob análise em laboratório. Mas os cientistas afirmam que, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem precisar de dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores. O Brasil também está desenvolvendo pesquisas próprias por vacinas. Uma, do Instituto Butantan, poderia ser acelerada por causa da urgência da situação e sair em cinco anos. “O risco é de fato significativo. E se ocorrer à infecção do feto (pelo vírus) e a microcefalia se desenvolver, não temos como alterar os desdobramentos de uma doença grave, que às vezes é fatal ou deixa crianças com deficiências mentais pelo restante de suas vidas.” Pesquisadores estudam também se o zika pode ser transmitido por relações sexuais ou pela saliva, ainda que isso pareça ser mais incomum. (Fonte: UOL)

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