Segunda-Feira, 27 de Março de 2017 |

Colunista


Cantinho Ecológico


Marco Aurélio


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(Foto: )


EM TEMPO DE FÉRIAS, CUIDADO REDOBRADO COM OS ESCORPIÕES

Os escorpiões possuem hábitos noturnos. Durante o dia escondem-se sob cascas de árvores, pedras e dentro de domicílios, principalmente em sapatos. Medem de 5 a 7 centímetros de comprimento. No Rio Grande do Sul, encontramos principalmente o escorpião preto (Bothriurus bonariensis). Seu veneno é pouco tóxico e, quando pica, pode causar dor local ou reação alérgica.

Os escorpiões perigosos pertencem ao gênero Tityus, que podem ter coloração amarela (Tityus serrulatus) ou marrom avermelhado (Tityus bahiensis). Não são comuns no Rio Grande do Sul e, quando picam, causam muita dor local que se irradia. Pode causar suor, vômitos, e até mesmo choque. Acidente perigoso principalmente para crianças. Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suíços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões.

O homem é o grande responsável pela dispersão de muitas espécies destes aracnídeos através do transporte de cargas em caminhões e ferrovias, distribuindo-os em diversas regiões do território nacional. Nas áreas urbanas podemos encontrar estes escorpiões em locais com infestação de baratas, em terrenos baldios, onde haja acúmulo de entulhos e materiais de construção em jardins sem a devida conservação. Todos os escorpiões são carnívoros, capturam e matam animais dos quais se alimentam, entre eles podemos citar: baratas, grilos, cupins, aranhas de porte médio, etc. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranha, lagartos entre outros. São acidentes menos notificados que os ofídicos. Sua gravidade está relacionada à proporção entre quantidade de veneno injetado e massa corporal do indivíduo picado. São notificados anualmente, cerca de 8.000 acidentes, com uma letalidade variando em torno de 0,51%. A maioria das picadas atinge os membros, havendo predominância do membro superior.

Medidas de controle: limpeza periódica do domicílio, evitando-se acúmulo de materiais como lenha, tijolos, pedras para evitar alojamento e proliferação de escorpiões. Cuidados de higiene das residências, manejo adequado do lixo, vedação da soleira das portas são medidas gerais auxiliares importantes na prevenção de acidentes por escorpiões. O uso de inseticidas no controle desses animais é muito discutido.

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